Inclusão em concursos das defensorias públicas é insuficiente, aponta estudo


Levantamento revela desigualdade nas cotas para grupos minoritários

Inclusão em concursos das defensorias públicas é insuficiente, aponta estudo
Foto: Bruno Poletti/Folhapress

Estudo revela que concursos das defensorias públicas não garantem igualdade de oportunidades para grupos minoritários.

Na análise de editais de concursos das defensorias públicas realizados entre 2015 e 2024, constatou-se que a inclusão de grupos minoritários é inadequada; o estudo do Fórum Justiça ressalta que, embora existam cotas, elas não são suficientes para atender a todos os grupos de forma igualitária. Entre as recomendações, está a ampliação das vagas para pessoas trans e quilombolas.

Desigualdade nas cotas

O levantamento indicou que a reserva de vagas para pessoas com deficiência é a mais abrangente, com 15 concursos destinando 5% das oportunidades. No entanto, a reserva para pessoas negras chega a 86%, enquanto apenas 8% contemplam pessoas trans e 32% para quilombolas. A pesquisa destacou a necessidade de aumentar as cotas para esses grupos, que frequentemente são sub-representados.

Políticas de ação afirmativa

Apesar de 14% das defensorias ainda não adotarem políticas de inclusão para pessoas negras, a maioria já implementou cotas, com percentuais variando de 20% a 30% nas vagas. A pesquisa indica que a implementação de políticas de reserva é essencial para garantir que todos os grupos tenham acesso igualitário às oportunidades nos concursos públicos.

Recomendações e próximos passos

O estudo sugere que as defensorias públicas devem rever suas políticas para garantir uma maior equidade nas seleções, aumentando a quantidade de vagas destinadas a grupos historicamente marginalizados. Além disso, a metodologia utilizada incluiu pesquisa documental e análise qualitativa e quantitativa dos editais, evidenciando a necessidade urgente de mudança nas práticas atuais.


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