Frances Fox descreve o momento do incêndio e clama por ação climática mais urgente.

Ativista Frances Fox relata pânico e calor do incêndio na COP30, clamando por ação climática.
Incêndio na COP30: experiência aterrorizante para ativistas
Durante a COP30, realizada em Belém, um incêndio devastador atingiu o pavilhão Climate Live: Entertainment + Culture, um espaço dedicado à arte e cultura na luta contra as mudanças climáticas. Em meio a este evento, a ativista Frances Fox descreveu a experiência como “aterrorizante”, mencionando que pôde sentir o calor das chamas em sua pele. Fox, que é fundadora do movimento Climate Live, estava preparando-se para uma sessão quando gritos de pânico ecoaram pelo ambiente, clamando por socorro: “Fogo!”.
Fox relatou que, ao levantar os olhos de seu laptop, viu as chamas se espalhando rapidamente. Em suas palavras, o incêndio serviu como um alerta para os líderes mundiais que se reúnem na COP30 para discutir o futuro do planeta. “Espero que eles encontrem em seus corações a empatia e ajam em prol daqueles que estão na linha de frente da crise climática, agora que sentiram o medo e o pânico de um incêndio”, afirmou.
Reflexões sobre a negligência estrutural
Gabriel Mendes, coordenador do movimento Climate Live no Brasil, também compartilhou sua experiência do incêndio. No momento em que o fogo começou, ele estava apresentando um painel sobre a falta de políticas públicas em áreas periféricas. Mendes destacou a ironia do momento, onde a falta de energia e a negligência estrutural se tornaram evidentes: “Foi naquele exato momento, enquanto falávamos sobre isso, que o fogo iniciou atrás de nós. A falta de energia aqui não é diferente do que acontece todos os dias nas favelas e periferias do Brasil”.
Com a energia elétrica cortada e as chamas se alastrando, Mendes e outros debatedores tiveram que deixar o palco rapidamente, orientando os presentes a saírem em segurança. “A COP30 deixou de ser um evento internacional e se tornou um reflexo do que muitas comunidades enfrentam diariamente nas periferias: o fogo não escolhe onde começar, simplesmente consome tudo em seu caminho. O pavilhão queimou, mas a força do que construímos não”, enfatizou Mendes.
A importância da cultura na ação climática
Samuel Rubin, cofundador do Entertainment + Culture Pavilion, comentou sobre a devastação do espaço dedicado à cultura. Ele afirmou que, apesar da destruição, o compromisso de colocar a cultura no centro da ação climática permanece inabalável. Rubin ainda ressaltou que, até aquele momento, nenhum dos textos resultantes da COP30 mencionava a importância da ação climática baseada na cultura. “Precisamos que os negociadores retornem à plenária e incluam a cultura no texto final antes do encerramento da sessão”, pediu ele, destacando a urgência dessa demanda.
Conclusão
O incêndio na COP30 não apenas interrompeu as negociações climáticas, mas também serviu como um alerta poderoso sobre a realidade enfrentada por muitas comunidades ao redor do mundo. A experiência vivida por Frances Fox e outros participantes evidencia a necessidade de uma ação climática mais robusta e inclusiva, que leve em consideração as vozes e as preocupações daqueles que estão na linha de frente das crises ambientais.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
Fonte: Governo Federal








