Sistema de esgoto é o primeiro em quase 400 anos na área, mas ainda sem ligações residenciais

Inaugurado em 3 de outubro, sistema de esgoto no Mercado Ver-o-Peso ainda não possui ligações residenciais, segundo o Governo do Pará.
No dia 3 de outubro de 2025, o presidente Lula (PT) inaugurou o sistema de esgoto no Mercado Ver-o-Peso, em Belém. Este serviço, que marca a primeira intervenção em quase 400 anos na área, ainda não possui ligações de casas à rede coletora. Segundo o Governo do Pará, a conexão deve ser feita pelos moradores, levando em consideração a topografia local.
Detalhes do projeto e financiamento
As obras, que custaram R$ 12,3 milhões, foram realizadas pela Empresa de Engenharia e Hotéis Guajará, que está em recuperação judicial. Apesar de a instalação da rede coletora de 4.000 metros e 185 caixas domiciliares já ter sido concluída, a falta de previsão para a ligação dos imóveis à rede gera críticas e preocupações em relação ao acesso ao saneamento básico. O projeto foi parte de um pacote de intervenções em Belém, em preparação para a COP30, que ocorrerá de 10 a 21 de novembro.
Críticas e desafios
A gestão de Helder Barbalho (MDB) foi responsável pela execução das obras, que foram financiadas em parte pelo Ministério das Cidades. Apesar da entrega conforme o cronograma, alguns serviços foram suprimidos, levando a um aditivo de R$ 1,2 milhão. As autoridades locais não responderam sobre quando outras áreas da cidade receberão acesso ao sistema de esgoto. Estudos técnicos indicam que a região do Ver-o-Peso apresenta um sistema de esgotamento sanitário precário, e que muitas vezes o esgoto é direcionado a corpos hídricos próximos sem tratamento adequado.
O futuro do saneamento em Belém
Durante a visita de Lula, foi admitido que parte das obras de saneamento e macrodrenagem em Belém ficará para depois da COP30. Os governos federal e estadual informaram que algumas intervenções continuarão em 2026, enquanto a gestão estadual planeja um conjunto de obras de drenagem e infraestrutura em áreas periféricas com financiamento do BNDES. No entanto, moradores relatam exclusão dos projetos e ampliação de alagamentos em áreas adjacentes.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br








