Psicólogos abordam a importância da terapia em meio à popularização de conteúdos digitais

Profissionais alertam que conteúdos online não substituem terapia; ética e responsabilidade são essenciais.
Em Cidade, data, psicólogos como Maria Maia e Gabriel Magela têm conquistado milhões de seguidores ao utilizar suas redes sociais para compartilhar conteúdos informativos, mas ressaltam que isso nunca deve substituir a terapia. Com a popularização das plataformas digitais, o Conselho Federal de Psicologia (CFP) alerta sobre a responsabilidade ética necessária na profissão.
A ética da comunicação digital
Maria, que possui 1,2 milhão de seguidores, destaca a importância de embasar os conteúdos em evidências científicas e artigos de revistas conceituadas. Para ela, o processo de criação de conteúdo é cuidadoso e pode levar semanas. Ela acredita que a separação entre a vida pessoal e profissional é impossível, mas enfatiza que a responsabilidade ética deve ser mantida. Gabriel, com 700 mil seguidores, também compartilha essa visão, enfatizando que é fundamental respeitar os conceitos da psicologia como ciência humana.
A geração conectada e suas demandas
Os profissionais que fazem parte da Geração Z, como Maria e Gabriel, entendem que suas postagens atendem a uma demanda da sociedade contemporânea, que busca respostas rápidas e acessíveis. Leonardo Fraiman, um psicólogo de 56 anos, também viu o potencial das redes sociais e utiliza seu perfil para educar sobre parentalidade e limites, atingindo um público diversificado, principalmente mulheres entre 35 e 54 anos.
A responsabilidade na informação
A conselheira do CFP, Carolina Roseiro, ressalta que não há proibição da presença dos psicólogos nas redes sociais, mas que é crucial que esses profissionais evitem banalizar a psicologia. A produção de conteúdos deve ser ilustrativa e sempre referenciar as fontes utilizadas, garantindo um discurso fundamentado. Maria Maia também aconselha o público a ser crítico e buscar informações de qualidade, alertando para a possibilidade de informações equivocadas circularem nas redes.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br








