Impacto do foguinho do TikTok no vício infantil e juvenil


ONG denuncia a plataforma por fomentar dependência em crianças e adolescentes

Impacto do foguinho do TikTok no vício infantil e juvenil
"Pet" do foguinho é chamado de "filho", que precisa ser cuidado. Foto: Reprodução/TikTok

Instituto Alana pede investigação do TikTok por vício em jovens.

O foguinho do TikTok e sua influência no comportamento infantil

O foguinho do TikTok, um recurso que se popularizou recentemente, tem chamado a atenção de especialistas e organizações de defesa da infância, como o Instituto Alana. Na última semana, a ONG apresentou uma representação ao Ministério Público Federal (MPF), solicitando uma investigação sobre os impactos do aplicativo na saúde mental de crianças e adolescentes. Este fenômeno se torna ainda mais preocupante quando analisamos a maneira como ele estimula o vício nos usuários mais jovens.

Como o foguinho funciona e sua dinâmica de interação

O foguinho é um recurso que permite que usuários solicitem a amigos que ajudem a manter essa chama acesa. Quanto mais interações e mensagens trocadas, mais o foguinho brilha, criando uma atmosfera de competição e obrigação entre os jovens. A representação do Instituto Alana destaca que essa dinâmica pode provocar ansiedade e compulsão, já que um dia sem interação resulta na “congelamento” do foguinho e na possível “morte” de pets virtuais que os usuários precisam cuidar. Essa pressão para interagir frequentemente pode levar a um uso excessivo da plataforma, desafiando os limites saudáveis de uso.

Estudos e dados sobre o uso do TikTok entre crianças e adolescentes

A ONG Alana embasa suas alegações com pesquisas que mostram um aumento significativo do uso do TikTok entre a população jovem. Dados indicam que até 14% de usuários entre 0 e 3 anos estão na plataforma, o que pode acarretar problemas de desenvolvimento, como atrasos na fala. Além disso, a proporção de usuários aumenta drasticamente com a idade: 42% de jovens entre 10 e 12 anos e 62% entre 13 e 16 anos utilizam o TikTok. O documento apresentado ao MPF destaca que as características de design do aplicativo, como a rolagem infinita e a reprodução automática de vídeos, contribuem para esse comportamento compulsivo.

O papel do Ministério Público na proteção da infância e adolescência

O Alana argumenta que o TikTok está em desacordo com os princípios estabelecidos pela Constituição e pelas legislações de proteção à infância, como o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) e a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados). A ONG solicita que o MPF tome medidas para investigar a ByteDance Brasil, responsável pela plataforma no país, e exija esclarecimentos sobre os algoritmos que regem o funcionamento do TikTok, além de estudos que evidenciem o impacto da plataforma em crianças e adolescentes.

Medidas necessárias para mitigar os danos

A representação também pede que sejam adotadas medidas, tanto pecuniárias quanto não pecuniárias, para reparar os danos causados aos usuários mais jovens. A pressão para que o TikTok implemente mecanismos de controle de idade é uma prioridade, principalmente após a determinação da ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados) que já havia exigido ações para limitar o acesso de crianças à plataforma. Apesar de algumas mudanças já serem visíveis, como a eliminação do feed sem cadastro, a verificação de idade ainda não foi implementada.

Conclusão

A preocupação com o uso excessivo do TikTok por crianças e adolescentes é real, e a atuação do Instituto Alana é um passo importante na busca por um ambiente digital mais seguro. A investigação por parte do MPF pode levar a mudanças significativas na forma como as redes sociais operam e na proteção dos direitos da infância e adolescência no Brasil.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

Fonte: Reprodução/TikTok


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