Após resistência, moradoras aceitam proposta de compra de apartamentos em Fortaleza

Após resistência, idosas chegam a acordo com construtora para venda de apartamentos em Fortaleza.
Após meses de resistência e uma intensa batalha judicial, as duas últimas moradoras de um condomínio na área nobre de Fortaleza chegaram a um acordo na Justiça com a empresa Reata Arquitetura e Engenharia Eireli. As idosas, que eram contra a proposta da construtora para deixarem o prédio, terão seus apartamentos comprados pela empresa, garantindo uma compensação financeira em dinheiro.
Condomínio em área nobre
A disputa envolvia os edifícios Ângela e Kátia, localizados no bairro Meireles, a cerca de 250 metros da avenida Beira Mar. O condomínio, com cerca de 50 anos, foi alvo de interesse da construtora, que pretende levantar um novo prédio com 21 andares no local.
As idosas, que recusaram a proposta inicial de permuta devido à idade avançada e ao prazo de 24 meses de construção, terão seus apartamentos comprados pela construtora e se comprometeram a desocupar o imóvel no prazo de 90 dias. Por questões de segurança, o valor do acordo não foi divulgado.
Fim da disputa judicial
O advogado das moradoras, Stênio Gonçalves, celebrou o fim da disputa judicial e afirma que as clientes ficaram felizes com o resultado. Em janeiro de 2025, 22 dos 24 condôminos haviam aceitado a proposta da construtora para demolir as unidades e receber apartamentos novos no futuro prédio, mas as moradoras Maria Elsier, de 85 anos, e a outra idosa, representada pelas filhas, recusaram a permuta.
O advogado explicou que a recusa ocorreu por causa da idade avançada e do longo prazo de construção, estimado em mais de 24 meses. As moradoras solicitaram a compra das unidades, garantindo uma compensação financeira imediata.
Situação dos edifícios
Uma das justificativas para a demolição dos prédios antigos e a construção do novo seria o estado de conservação das unidades. Laudos técnicos apontaram que os prédios correm risco crítico pela falta de manutenção, mas um laudo contratado por uma das idosas indica que o prédio precisa de reformas, mas não corre risco estrutural. A Defesa Civil classificou o risco como moderado, necessitando de reformas para evitar deterioração.
Desocupação do condomínio
Após a assembleia que votou pela extinção do condomínio, os moradores começaram a desocupar seus apartamentos. Nos últimos meses, as duas idosas passaram a viver praticamente sozinhas no edifício Ângela, que tinha apenas dois dos doze apartamentos ocupados. As unidades foram alvo de demolição parcial, com proprietários retirando esquadrias, pisos e partes das áreas comuns.








