Identificação dos mortos avança após megaoperação no Rio de Janeiro

Mais da metade dos corpos dos mortos na operação policial no Alemão e Penha já foi identificada. A força-tarefa no IML registra a movimentação de familiares em busca de informações.
Na terça-feira (28), a megaoperação policial nos complexos do Alemão e da Penha resultou em 121 mortos confirmados, sendo quatro policiais. Desde a manhã de quinta-feira (30), o IML Afrânio Peixoto, no Centro do Rio, realiza uma força-tarefa para identificar os corpos, com mais da metade deles já passando por necropsia. O local registra a movimentação de familiares em busca de informações sobre os desaparecidos.
Ação de identificação e acompanhamento
Um posto do Detran-RJ foi instalado ao lado do IML para atender os parentes das vítimas. Técnicos do Ministério Público do Rio de Janeiro estão realizando perícias independentes, em meio a denúncias de possíveis execuções. O procurador-geral de Justiça do estado, Antônio José Campos Moreira, destacou a importância do acesso e checagem das imagens relacionadas à operação. A operação, chamada de Contenção, envolveu 2.500 agentes e visava desarticular o Comando Vermelho, com cerca de 100 mandados de prisão e 150 de busca e apreensão.
Impacto na comunidade
Moradores relataram cenas de horror e desespero após a operação, comparando a situação a tragédias naturais. A identificação dos corpos é um processo difícil, e muitos se sentem impactados mesmo sem terem perdido familiares diretamente. A Polícia Civil restringiu o acesso ao IML, enquanto casos não relacionados à operação estão sendo direcionados para o IML de Niterói. A previsão para a liberação dos corpos ainda não foi definida.








