Identificação de 109 mortos em operação no Rio de Janeiro


Operação Contenção deixa o estado em alerta após confronto

Identificação de 109 mortos em operação no Rio de Janeiro
Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress

Operação Contenção resultou em 109 mortos no Rio, com 43 com mandados pendentes.

No dia 1º de novembro de 2025, a Polícia Civil confirmou que 109 pessoas foram identificadas como vítimas de um confronto durante a Operação Contenção, deflagrada na terça-feira (28) nos complexos do Alemão e da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro. A operação é considerada a mais letal da história do Brasil, com o governo estadual reportando 121 mortos, sendo 117 deles suspeitos e quatro policiais.

Números e indicadores do caso

De acordo com a Polícia Civil, 43 dos mortos identificados tinham mandados de prisão pendentes e pelo menos 78 possuíam histórico criminal. Além disso, 54 vítimas eram naturais de outros estados, como Pará, Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás e Espírito Santo. Segundo as investigações, os complexos do Alemão e da Penha funcionam como centros de comando da facção criminosa Comando Vermelho, com movimentação estimada de 10 toneladas de drogas por mês e um comércio de cerca de 50 fuzis mensalmente.

Apreensões e impactos da operação

Durante a operação, foram apreendidas 120 armas, sendo 93 fuzis, além de explosivos e munições. O material, que inclui armas de guerra como AK-47 e AR-10, é avaliado em R$ 12,8 milhões. O governador Cláudio Castro (PL) destacou que cada fuzil retirado de circulação representa uma vida salva, ressaltando a importância da ação.

Repercussões sociais e protestos

A operação provocou tiroteios e incêndios em várias áreas da cidade, levando a protestos pacíficos, como o “Chega de Massacre”, realizado por familiares das vítimas e moradores dos complexos. Esses protestos pedem justiça e o fim da violência contra a população negra e periférica, gerando manifestações em diversas capitais brasileiras.

Conclusão

A operação, embora considerada um sucesso pelo governo, levanta questões sobre a eficácia das ações policiais e o impacto na comunidade. A Defensoria Pública do Rio solicitou acompanhamento das perícias, mas teve o pedido negado, gerando ainda mais tensão entre as autoridades e a população.

Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br


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