Presidente da Câmara pede explicações sobre os votos contrários e defende a proposta como um anseio da sociedade

Hugo Motta defende o PL Antifacção e critica votos contrários, pedindo explicações dos deputados.
Hugo Motta critica votos contrários ao PL Antifacção
Em 19 de novembro de 2025, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), se manifestou de maneira contundente sobre os deputados que votaram contra o Projeto de Lei Antifacção. Em sua análise, Motta afirma que esses parlamentares precisam justificar suas decisões, destacando a relevância da proposta para a sociedade brasileira.
Importância do Projeto de Lei Antifacção
O PL Antifacção, que visa endurecer as penas contra o crime organizado, foi defendido por Motta em entrevista à Rádio CBN. Ele ressaltou que a Câmara fez significativas alterações na proposta, que agora inclui penas mínimas de 20 anos de detenção e a exigência de cumprimento de 70% da pena para progressão.
Motta criticou a narrativa de que as mudanças beneficiariam chefes de organizações criminosas. “Quem cria essa narrativa é quem não teve coragem de votar a favor da proposta, que é um anseio da sociedade brasileira”, declarou. Ele argumentou que aqueles que se opuseram precisam “dar a cara a tapa” e explicar suas razões.
Defensoria do relator Guilherme Derrite
O presidente da Câmara também defendeu a escolha de Guilherme Derrite (PP-SP) como relator do projeto, ressaltando sua experiência na segurança pública. “O deputado Derrite é secretário de segurança do maior estado do Brasil e possui mais de 20 anos de experiência nesse enfrentamento”, comentou Motta.
Durante a votação, que ocorreu no dia 18 de novembro, o PL foi aprovado com 370 votos a favor e 110 contra, evidenciando a fragilidade da base aliada do governo. Motta observou que o governo Lula tentou adiar a apreciação da matéria, mas a Câmara seguiu adiante com as mudanças.
Crise de confiança entre governo e Congresso
O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), avaliou que a votação do projeto gerou uma “crise de confiança” entre o governo e o presidente da Casa, Hugo Motta. Farias indicou que a oposição se fortalece em meio a essa crise, especialmente porque o PL é de autoria do Poder Executivo.
Motta, por sua vez, admitiu que o projeto poderá sofrer alterações no Senado, mas garantiu que qualquer mudança será analisada com imparcialidade. “Não há vitória da direita ou da esquerda, mas sim uma vitória da sociedade que deseja um país mais seguro”, concluiu.
Assim, a discussão em torno do PL Antifacção não se limita a um debate legislativo, mas reflete tensões políticas e a necessidade de uma resposta efetiva ao crime organizado, conforme a demanda da população.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
Fonte: Folhapress








