O homem com ELA que se tornou símbolo da lei de eutanásia aprovada no Uruguai


Pablo Salgueiro, diagnosticado com ELA, lutou pelo direito à eutanásia até sua morte em 2020.

O homem com ELA que se tornou símbolo da lei de eutanásia aprovada no Uruguai
Pablo Salgueiro, professor de artes diagnosticado com ELA. Foto: Uruguai é primeiro país da América Latina a legalizar eutanásia.

Pablo Salgueiro, diagnosticado com ELA, lutou pela eutanásia até sua morte, simbolizando a luta pelo direito à morte digna no Uruguai.

Pablo Salgueiro, diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica (ELA) em 2017, se tornou um ícone da luta pela eutanásia no Uruguai. Ele pediu ajuda para morrer, mas a lei da eutanásia só foi aprovada em 15 de outubro de 2025, mais de cinco anos após sua morte. Essa legislação permite que adultos em fase terminal optem pela eutanásia, refletindo a busca por dignidade ao final da vida.

A trajetória de Pablo Salgueiro

Pablo era professor de artes e enfrentou a ELA com coragem, buscando alternativas para aliviar seus sintomas. Ele viveu intensamente, criando um ateliê em Montevidéu e se dedicando à arte. A doença, que progressivamente o incapacitou, não o impediu de lutar por seus direitos e de expressar seu desejo por uma morte digna.

A luta pela legalização da eutanásia

Após sua morte em 2020, Florencia, sua filha, se tornou uma defensora da legalização da eutanásia, compartilhando a história de seu pai nas redes sociais. Em março de 2021, ela utilizou o Twitter para explicar suas razões e começou a atuar em um grupo de apoio, buscando garantir que outras famílias não passassem pelo mesmo sofrimento.

Impacto da aprovação da lei

A aprovação da lei de eutanásia no Uruguai representa um avanço significativo para os direitos dos pacientes terminais. Segundo a consultoria Cifra, 62% da população apoiava a legislação. A lei é um marco na busca pela dignidade no final da vida, permitindo que aqueles que sofrem possam escolher como e quando querem partir.

Reflexões finais

Florencia espera que a história de seu pai inspire mudanças e ajude a desmistificar o debate sobre a eutanásia. “Meu pai sabia exatamente o que queria”, afirma, ressaltando a importância de ouvir a voz dos pacientes e respeitar suas escolhas.

Notícia feita com informações do portal: g1.globo.com


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