Um olhar sobre a construção e suas controvérsias

A Madeira-Mamoré, conhecida como Ferrovia do Diabo, foi marcada por controvérsias sobre o número de mortes durante sua construção.
A construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, no Norte do Brasil, foi um marco na história ferroviária do país, tendo sido inaugurada em 1912. Conhecida como a Ferrovia do Diabo, a obra é lembrada não apenas por sua importância econômica, mas também pelas milhares de mortes de operários que ocorreram durante sua construção. Estima-se que entre 1.552 e 20 mil trabalhadores perderam a vida devido a doenças tropicais, condições insalubres e acidentes.
Controvérsias sobre o número de mortes
A disparidade nos números de fatalidades se deve, em parte, à falta de registros precisos da época. O autor José Manoel Ferreira Gonçalves, em seu livro “História das Ferrovias do Brasil – Vol. 1”, estima que o total de óbitos foi de cerca de 5.000, enquanto outros, como Ricardo Leite, apontam números que variam de 6.000 a 20 mil. A dificuldade de documentação e a narrativa oral ao longo dos anos contribuíram para a confusão sobre a real extensão das perdas humanas.
O impacto da ferrovia na região
A Madeira-Mamoré se estendia por 366 quilômetros, ligando Porto Velho a Guajará-Mirim, e foi essencial para o escoamento da produção de borracha boliviana. A ferrovia não só transportava mercadorias como também passagens de pessoas, desempenhando um papel vital no desenvolvimento da região. Apesar de sua desativação em 1966, a história da ferrovia continua a ser lembrada como um capítulo significativo na luta por infraestrutura no Brasil, e um lembrete das dificuldades enfrentadas por aqueles que trabalharam na sua construção.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br








