Haddad defende queda dos juros como diretor do BC


Ministro da Fazenda critica taxa de juros real de 15%

Haddad defende queda dos juros como diretor do BC
Foto: Pedro Ladeira/Folhapress

Fernando Haddad, ministro da Fazenda, afirma que votaria pela redução da taxa de juros se fosse diretor do Banco Central.

Nesta terça-feira (4), em São Paulo, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reiterou sua posição de que a taxa de juros real de 15% é insustentável, afirmando que, se fosse membro do Copom, votaria pela sua redução. Ele destacou que o Brasil possui a segunda maior taxa de juros real do mundo, apenas atrás da Turquia (12,34%), segundo levantamento de setembro. O anúncio sobre a Selic será feito nesta quarta-feira (5).

A posição de Haddad

Haddad compreende a preocupação do Copom com a inflação, mas argumenta que o momento atual permite a redução dos juros. “Eu tenho alergia de inflação. Eu sei o que a inflação provoca na vida das pessoas”, comentou, enfatizando que a atual taxa de 10% de juros reais é insustentável. O ministro também mencionou que a redução da Selic é inevitável, afirmando que, apesar da pressão dos bancos, não há como manter a taxa nesse nível.

Expectativas sobre a Selic

Na ata da última reunião do Copom, foi destacado que o patamar de 15% deve permanecer por um “período bastante prolongado”, enquanto se avalia a eficácia da política monetária em levar a inflação à meta de 3%. Economistas têm revisado para baixo as previsões do IPCA, com a última estimativa próxima do teto da meta.

Conclusão

O ministro acredita que o Brasil pode entrar em 2026 em uma situação econômica melhor, com indicadores mais favoráveis. Para ele, é possível controlar a dívida sem a necessidade de altos juros, o que poderia beneficiar a população.

Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br


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