A guerra no Rio de Janeiro: uma operação sem precedentes


Megaoperação contra o Comando Vermelho resulta em 64 vítimas fatais

A guerra no Rio de Janeiro: uma operação sem precedentes
Criminosos queimaram barricadas durante megaoperação policial no Rio. Foto: Reprodução

A megaoperação contra o Comando Vermelho no Rio de Janeiro deixou 64 mortos e expôs a capacidade bélica das facções. O caos atingiu a Zona Norte da cidade.

A megaoperação contra o Comando Vermelho nos complexos do Alemão e da Penha, realizada em 28 de outubro de 2025, resultou em mais de 60 mortos. Este confronto se tornou a operação mais letal da história do Rio de Janeiro, evidenciando a gravidade da situação de segurança na capital fluminense. Durante a ação, que teve início na madrugada de terça-feira, bandidos espalharam barricadas pela cidade e usaram armamento de guerra, incluindo drones com bombas, o que expôs a capacidade bélica das facções criminosas.

Impacto e consequências da operação

Estudos do Instituto Sou da Paz apontam que, somente em 2023, foram apreendidos 1.655 fuzis na região Sudeste do Brasil, onde estão as principais organizações criminosas. O caos na terça-feira expôs uma realidade alarmante, com quatro policiais mortos e ao menos seis feridos durante a operação. O governador do Rio, Cláudio Castro, acusou o governo federal de negar apoio em um momento crítico, gerando desavenças políticas em meio à crise.

Análise do armamento das facções

No episódio do podcast O Assunto, Natuza Nery recebe Henrique Coelho, repórter do g1 Rio, que relata detalhes sobre o dia de caos na cidade. Ele destaca as particularidades geográficas dos complexos onde o Comando Vermelho atua. Em seguida, Carolina Ricardo, diretora-executiva do Instituto Sou da Paz, analisa o tipo de armamento que está ao alcance das facções e discute as medidas necessárias para evitar a circulação de armas letais no país.

O que esperar do futuro

A operação não apenas levantou questões sobre a segurança pública no Rio de Janeiro, mas também sobre a eficácia das ações governamentais em combater o crime organizado. Com as facções aumentando sua capacidade bélica, o debate sobre políticas de segurança se torna ainda mais urgente, exigindo soluções integradas e efetivas para enfrentar essa realidade.


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