Guerra ideológica marca gestão do Theatro Municipal


Conflito entre diretores e políticos acirra debate cultural

Guerra ideológica marca gestão do Theatro Municipal
Foto: Adriano Vizoni/Folhapress

A gestão do Theatro Municipal de São Paulo é marcada por uma intensa guerra ideológica entre diretores e políticos.

Ricardo Nunes, prefeito de São Paulo, pediu a rescisão do contrato com a Sustenidos, gestora do Theatro Municipal, na última sexta-feira (5), em meio a uma intensa guerra ideológica que se intensificou nos últimos quatro anos. De um lado, a Sustenidos, com uma direção artística voltada para pautas progressistas, e do outro, políticos conservadores que se opõem à gestão, alegando uma suposta doutrinação ideológica no espaço cultural.

O embate entre Sustenidos e políticos

A decisão de Nunes foi influenciada por uma polêmica nas redes sociais, onde um funcionário da Sustenidos, Pedro Guida, foi criticado por ter comemorado o assassinato do influenciador Charles Kirk. O prefeito justificou a rescisão alegando que a Sustenidos não trouxe resultados dignos do investimento de R$ 160 milhões por ano. Críticas também surgiram em relação à qualidade das produções artísticas realizadas, com a Sustenidos sendo acusada de ideologizar a arte e descaracterizar obras clássicas.

Reações e consequências

Artistas e profissionais da música clássica expressaram insatisfação com a gestão atual, enquanto vereadores conservadores, como Nikolas Ferreira, pressionaram Nunes a romper o contrato. O relator do Tribunal de Contas do Município, Domingos Dissei, já havia alertado sobre o não cumprimento de metas pela Sustenidos. A situação gerou um clima de incerteza sobre o futuro do teatro, com a possibilidade de um contrato emergencial para dar continuidade às atividades até a nova licitação.

O futuro do Theatro Municipal

Com a rescisão do contrato, a Sustenidos afirmou que considerará medidas administrativas e judiciais. Nunes enfrenta o desafio de conciliar diferentes visões sobre a gestão cultural, enquanto a Sustenidos busca se defender das acusações e reafirmar seu compromisso com a cultura. O embate atual reflete a necessidade de uma discussão mais ampla sobre a administração de instituições culturais no Brasil.


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