Conflito entre administrações estadual e federal se intensifica

A Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação cobra R$ 85,3 milhões da Caixa Econômica Federal por realocação de moradores da favela do Moinho.
Na terça-feira (4), a Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação do governo Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) enviou uma solicitação à Caixa Econômica Federal exigindo R$ 85,3 milhões referentes à realocação dos moradores da favela do Moinho, localizada no centro de São Paulo. Essa cobrança surge em meio a um clima de atritos entre as administrações estadual e federal, que se intensificaram ao longo do ano.
Divergências entre governos
Desde o início de 2023, os governos Tarcísio e Lula (PT) têm trocado acusações sobre a questão da favela. Em maio, uma operação da Polícia Militar foi deflagrada com o objetivo de desocupar a área, resultando em denúncias de truculência policial. Um acordo foi firmado em junho, oferecendo às cerca de 880 famílias um subsídio de até R$ 250 mil para compra de novos imóveis, sendo R$ 180 mil da União e R$ 70 mil do estado. Contudo, a falta de consenso sobre os valores a serem pagos gerou a atual cobrança.
Contratos e valores
No decorrer desse processo, a CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo) assumiu 474 contratos com um valor total de R$ 118,5 milhões. De acordo com o acordo firmado entre os dois governos, a parte correspondente à gestão paulista deveria ser de R$ 33,2 milhões. A diferença entre esse valor e o total assumido resultou nos R$ 85,3 milhões que agora estão sendo cobrados da Caixa.
Situação atual da favela
Até o final de outubro, mais de 200 famílias ainda residiam na favela do Moinho, em meio a escombros de casas demolidas. A ocupação, que existe há mais de três décadas, está situada em um terreno da União, cercado por linhas férreas no centro de São Paulo. As tensões entre as administrações de Lula e Tarcísio se ampliam, especialmente com a aproximação das eleições do próximo ano, onde ambos podem se enfrentar nas urnas.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br








