Ações conjuntas contra o crime organizado são priorizadas

Governo Lula defende força-tarefa de inteligência para operações no Rio, mas não apoia GLO.
Em 29 de outubro de 2023, o governo Lula manifestou apoio a uma força-tarefa de inteligência para estabelecer operações conjuntas entre a União e o Estado do Rio de Janeiro no combate ao crime organizado, mas se opôs à edição de um decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) que transferiria o comando da segurança ao Exército.
Reunião de emergência e decisões
Em uma reunião de emergência convocada pelo presidente em exercício Geraldo Alckmin, os ministros Rui Costa e Ricardo Lewandowski, juntamente com o diretor-executivo da PF, William Murad, foram designados para se encontrar com o governador Cláudio Castro e sua equipe. Castro, que inicialmente queria ir a Brasília, foi convencido a permanecer no Estado. Uma de suas solicitações, a abertura de dez vagas em presídios federais para a transferência de líderes de organizações criminosas, já foi atendida.
Ações pontuais e críticas ao governo federal
Castro também amenizou suas críticas ao governo federal, exceto em casos pontuais, como segurança em portos e aeroportos, e eventos internacionais como a cúpula do G20 e do Brics. A equipe de Lula considera que a GLO, utilizada anteriormente no governo de Michel Temer, foi um fracasso e, por isso, a preferência recai sobre uma atuação conjunta no âmbito da PEC da Segurança Pública.
Cobrança de apoio à PEC
O governo Lula pretende cobrar o apoio de Cláudio Castro à PEC da Segurança Pública, destacando que a situação caótica no Rio pode criar um ambiente favorável para a aprovação de pelo menos alguns pontos de consenso.








