Aumento na produção de ímãs de terras raras é o foco da parceria

O governo dos EUA será acionista da Vulcan Elements, recebendo empréstimos e subvenções para aumentar a produção de ímãs de terras raras.
Em 3 de novembro de 2025, o governo dos Estados Unidos anunciou que se tornará acionista da startup Vulcan Elements, uma ação que visa reduzir a dependência americana das importações de terras raras da China. A empresa, localizada em Durham (EUA), se especializa na fabricação de ímãs potentes a partir de uma liga que inclui neodímio, um metal crítico para a indústria de alta tecnologia.
Parceria estratégica e investimentos
A Vulcan Elements receberá um empréstimo de US$ 620 milhões e uma subvenção de US$ 50 milhões do governo dos EUA, em troca de ações equivalentes a esses valores. Além disso, investidores privados aportarão US$ 550 milhões em capital na empresa. Essa operação é parte de uma estratégia mais ampla do governo americano para garantir sua própria produção de materiais essenciais, especialmente em um momento de tensões comerciais com a China.
Contexto das terras raras
O mercado de terras raras é dominado pela China, que controla mais de 90% do refino mundial. Após a imposição de tarifas e restrições comerciais, a busca por alternativas nos Estados Unidos se intensificou. A Vulcan Elements também planeja processar terras raras em sua nova fábrica, situada no parque industrial Research Triangle Park, aumentando assim a capacidade de produção local de ímãs.
Implicações da parceria
O secretário de Comércio, Howard Lutnick, destacou que essa parceria com a Vulcan Elements acelerará a produção de ímãs nos Estados Unidos, uma necessidade estratégica para diversos setores da tecnologia moderna. Essa ação não só promoverá a independência americana em relação às importações, mas também poderá impulsionar a criação de empregos e desenvolvimento econômico na região.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br








