Estratégias políticas se intensificam em meio a embate sobre segurança pública

Governadores de oposição utilizam operação policial no Rio de Janeiro para criticar a gestão Lula na segurança pública.
Em 5 de outubro de 2023, após a operação policial no Rio de Janeiro que resultou na morte de 121 pessoas, governadores de oposição ao governo Lula (PT) alavancaram ações da segurança pública em seus estados, visando desgastar a imagem do presidente em um cenário político tenso que se estenderá até as eleições de 2026. O episódio se tornou objeto de intensas trocas de acusações entre opositores e governistas.
Ações estaduais em destaque
Na última semana, parlamentares e governadores de direita, como Cláudio Castro (PL), governador do Rio, levantaram vozes contra Lula, alegando falta de apoio federal. A estratégia se ampliou para promover ações estaduais, enquanto a esquerda realizava uma ofensiva no Nordeste. Romeu Zema (Novo), pré-candidato ao Planalto em 2026, anunciou o reforço da segurança na divisa com o Rio e a morte de um líder do PCC. O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, destacou as multas aplicadas a fumantes em locais públicos e defendeu a autonomia estadual em segurança pública.
Críticas à proposta de emenda constitucional
A proposta de emenda constitucional em tramitação no Congresso, que pretende estabelecer diretrizes federais para a segurança, gerou resistência entre governadores que desejam maior liberdade em suas gestões. Jorginho Mello criticou abertamente a ideia, ressaltando que a autonomia dos estados deve ser respeitada. Já a vice-governadora do DF, Celina Leão (PP), aproveitou a oportunidade para ressaltar a eficácia de sua gestão no combate ao crime organizado.
Resposta do governo federal
O governo federal, inicialmente focado em aprovar a PEC, endureceu seu tom após a operação, com ministros criticando abertamente a gestão fluminense. O presidente Lula se manifestou, chamando o episódio de matança e ressaltando a necessidade de ações mais eficazes. Governadores de direita, em resposta, formaram um “Consórcio da Paz” para unir esforços no combate ao crime organizado.
Engajamento digital em alta
Levantamento recente mostrou que as ações em torno do tema segurança aumentaram o engajamento digital de líderes de direita, com Cláudio Castro liderando o crescimento entre os governadores. Essa dinâmica mostra como a segurança pública se tornou um campo de batalha político, com repercussões significativas para o cenário eleitoral que se aproxima.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br








