Governadores de direita formam consórcio de segurança após operação no RJ


Grupo visa combate ao crime organizado em meio a críticas ao governo Lula

Governadores de direita formam consórcio de segurança após operação no RJ
Governadores se reúnem para discutir segurança. Foto: Divulgação/Governo do RJ

Governadores de direita se unem em consórcio para combater crime após operação letal no Rio de Janeiro, criticando governo Lula.

No dia 30 de outubro de 2025, governadores de direita se reuniram no Rio de Janeiro para demonstrar apoio ao governador Cláudio Castro (PL) após a operação policial mais letal da história do Brasil, que deixou 121 mortos até o momento. Eles anunciaram a formação do “Consórcio da Paz”, um grupo destinado a articular ações de combate ao crime organizado. O governador paulista, Tarcísio de Freitas (Republicanos), participou da reunião por videoconferência e elogiou a ação policial, afirmando que o estado do Rio agiu “muito bem”.

Os governadores, entre eles Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (União Brasil), aproveitaram a ocasião para criticar o governo Lula (PT), associando a gestão a posturas lenientes em relação à segurança pública. Zema caracterizou a operação policial como “extremamente bem-sucedida”, destacando que ocorreu sem o apoio do governo federal, enquanto Caiado fez uma comparação desfavorável com a Bahia, estado governado pelo PT, que enfrentou altos índices de violência policial.

Cláudio Castro, em coletiva de imprensa, enfatizou que o “Consórcio da Paz” servirá para dividir experiências e ações no combate ao crime, pedindo apoio dos governadores com recursos e agentes. Ele lamentou as mortes de policiais durante a operação e reafirmou sua determinação em continuar as ações ostensivas. Tarcísio, por sua vez, mencionou iniciativas de seu governo no combate ao crime organizado e a importância de mudanças na legislação para endurecer as penas contra facções criminosas. O encontro, que se insere em um contexto de antecipação das eleições de 2026, reforça a busca dos governadores de direita por um espaço político após a inelegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br


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