Procurador questiona relatório da PF e pede esclarecimentos adicionais

O procurador-geral Paulo Gonet pediu a prorrogação do inquérito sobre gabinetes do STJ e levantou dúvidas sobre relatório da PF.
No dia 4 de outubro de 2023, em Brasília, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, solicitou ao STF a prorrogação do prazo para as investigações sobre suspeitas de vendas e vazamentos de decisões em gabinetes do STJ. O PGR levantou questões sobre um relatório da Polícia Federal, que foi entregue no início de outubro, e que aborda mensagens codificadas e o papel da Fource, empresa investigada.
Questionamentos sobre o relatório da PF
Gonet destacou que as hipóteses criminais apresentadas pela PF são verossímeis e pediu a manutenção de medidas cautelares, como prisões e uso de tornozeleiras eletrônicas. Ele argumentou que o relatório não apresenta referências claras sobre análises de dados extraídos de celulares, dificultando a verificação das alegações.
Implicações para a investigação
O procurador também observou que, apesar das alegações da PF sobre fraudes em processos judiciais, não há menção a casos específicos que sustentem as denúncias. Gonet expressou a necessidade de que a Polícia Federal delimite os pontos que ainda demandam investigações e provas adicionais.
O papel da Fource e próximos passos
A Fource, mencionada como “pilar de impulsionamento do esquema criminoso”, negou as acusações e reafirmou sua integridade. A investigação, conhecida como Sisamnes, visa apurar irregularidades em gabinetes do STJ e já identificou três servidores envolvidos no esquema, com suspeitas de que outros também estejam implicados. As defesas dos investigados negam qualquer irregularidade.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br








