Golpe em loja de pisos gera várias vítimas em Apucarana


Clientes e funcionários ficam sem mercadorias e salários após fechamento inesperado

Golpe em loja de pisos gera várias vítimas em Apucarana
Clientes lesados pela loja de pisos procuraram a delegacia. Foto: Agência

Clientes de loja de pisos em Apucarana registram golpe após estabelecimento fechar as portas repentinamente.

Golpe em loja de pisos em Apucarana afeta clientes e funcionários

A Polícia Civil de Apucarana (PR) está investigando um caso de golpe que deixou diversos clientes lesados por uma loja de pisos e revestimentos. O estabelecimento, que funcionou por apenas um mês, fechou as portas de forma abrupta, deixando consumidores sem as mercadorias que haviam pago e funcionários sem salários.

O fechamento da loja, localizada na Avenida Brasil, na região da Vila Diamantina, ocorreu durante o último final de semana, surpreendendo as vítimas que se depararam com o local vazio na segunda-feira (17). Segundo o delegado André Garcia, da 17ª Subdivisão Policial (SDP), as denúncias começaram a chegar na segunda-feira, evidenciando a gravidade da situação. “Não estamos falando de um ou dois casos, são muitos. O que evidencia a índole criminosa do comportamento é que não se trata de um mero atraso, mas de algo metódico”, explicou o delegado.

As vítimas, atraídas por preços atrativos e promessas de entrega rápida, relatam que muitos pagamentos foram realizados antecipadamente via Pix. Entre os lesados estão os comerciantes Rogério da Costa Santos e Anyele Pádua Lemos Santos, que sofreram um prejuízo de R$ 1.200 na compra de pisos para uma garagem. Anyele comentou que ficou sabendo do golpe por meio de uma funcionária que também foi lesada. “A loja deu prazo de sete dias para a entrega, mas após esse prazo, alegaram que o material chegaria entre os dias 13 e 19”, contou Rogério.

Anyele destacou que a escolha pela loja se deu pela confiança em uma loja física, ressaltando que normalmente desconfia de golpes na internet. “Jamais imaginaria que uma loja física fecharia as portas do dia para a noite”, comentou.

Além dos clientes, os funcionários também foram afetados. Fábio Júnior Esteves, que foi contratado como vendedor em 20 de outubro, descobriu que estava desempregado por meio de uma mensagem de texto enviada no sábado (15), que prometia o pagamento de seu salário via Pix. Ao se deslocar até a loja na segunda-feira, encontrou o prédio vazio. Ele relatou que, na última semana, surgiram problemas com a entrega dos pisos e clientes começaram a reclamar.

Fábio Júnior estima que, somando suas vendas com as da colega, a loja arrecadou cerca de R$ 50 mil em apenas um mês de operação, mas nenhuma entrega foi efetivada. A Polícia Civil continua a coleta de depoimentos e alerta todas as vítimas para que procurem a delegacia e registrem o Boletim de Ocorrência, a fim de que os responsáveis sejam localizados e responsabilizados pelo crime.

O caso levanta preocupações sobre a segurança das compras em estabelecimentos físicos, especialmente quando ofertas muito atraentes são apresentadas. A orientação é que os consumidores sempre verifiquem a reputação da loja e procurem referências antes de realizar transações financeiras, especialmente em compras de valores mais altos.

Fonte: tnonline.uol.com.br

Fonte: Agência


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