Empresário de 72 anos foi detido após aplicar fraudes em 120 agricultores

Empresário é preso por aplicar golpe de R$ 20,3 milhões contra 120 agricultores em Francisco Beltrão, PR.
Empresário é preso por golpe de R$ 20 milhões contra produtores rurais
Um empresário de 72 anos, dono de uma cerealista, foi preso pela Polícia Civil na quinta-feira (13) em Francisco Beltrão, no Sudoeste do Paraná. Ele é acusado de aplicar um golpe estimado em R$ 20,3 milhões contra pelo menos 120 produtores rurais de Campo Bonito, no Oeste do estado, com o uso de práticas fraudulentas que lesaram diversos agricultores.
Detalhes da prisão e denúncias
O homem, que tinha um mandado de prisão em aberto e era considerado foragido, foi denunciado por 124 ocorrências de estelionato, sendo 38 delas dirigidas a idosos. As investigações apontam que o empresário adquiriu grãos, como soja e trigo, de diversos produtores, mas não efetuou os pagamentos pelos produtos. Ele atuava no ramo há cerca de 30 anos e se aproveitava da relação de confiança estabelecida com os agricultores para perpetrar os golpes.
Contrato de venda sem conhecimento dos produtores
Segundo o Ministério Público, no dia 6 de junho deste ano, o empresário assinou um contrato de venda da cerealista para uma cooperativa da região, sem o conhecimento dos produtores rurais que eram os legítimos proprietários dos grãos armazenados. Essa ação foi um golpe adicional que complicou ainda mais a situação das vítimas.
Descoberta do golpe e fechamento da empresa
As vítimas somente descobriram o golpe mais de um mês depois, em 21 de julho, quando foram visitar o estabelecimento e o encontraram fechado. Elas foram comunicadas de que a empresa havia encerrado suas atividades e que tinha sido vendida. A situação causou grande frustração e desespero entre os agricultores, que se viram sem os pagamentos de suas colheitas e sem o acesso às suas mercadorias.
Crimes anteriores e prescrição
Investigadores também descobriram que o empresário havia cometido crimes semelhantes em municípios como Capanema e Catanduvas em anos anteriores, mas esses casos já prescreveram, o que impede a responsabilização por aquelas fraudes. O Ministério Público está solicitando, além das punições previstas em lei, um valor mínimo para a reparação dos danos causados às vítimas, buscando minimizar os prejuízos enfrentados pelos agricultores.
Conclusão
A prisão do empresário é um passo importante na luta contra fraudes no setor agrícola, mas as consequências do golpe ainda afetam profundamente os produtores lesados. A expectativa é que as autoridades continuem a investigar e punir práticas fraudulentas que prejudicam a classe trabalhadora do campo.
Fonte: tnonline.uol.com.br








