Gleisi critica Tarcísio e o chama de ‘candidato fantoche’


Ministra critica proposta de indulto a Bolsonaro e aumento da desigualdade.

Gleisi critica Tarcísio e o chama de 'candidato fantoche'
Gleisi Hoffmann durante pronunciamento.

Gleisi Hoffmann critica Tarcísio de Freitas por apoio ao indulto de Bolsonaro.

Gleisi critica Tarcísio e o apoio ao indulto a Bolsonaro

A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, fez duras críticas ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, a quem se referiu como “candidato fantoche”. A declaração foi dada em resposta ao posicionamento de Tarcísio em relação a um projeto de governo que, segundo Gleisi, prioriza o indulto ao ex-presidente Jair Bolsonaro e promove um aumento da desigualdade social no país.

Na publicação em suas redes sociais, Gleisi afirma que Tarcísio anunciou sua intenção de conceder indulto a Bolsonaro e, em seguida, expressou que, caso se tornasse presidente, aumentaria a desigualdade no Brasil. “É isso que vai acontecer se o mercado substituir o estado”, destacou a ministra, referindo-se a declarações do governador após o leilão do Túnel Santos-Guarujá.

O que foi dito por Tarcísio

Tarcísio de Freitas, durante um evento, afirmou que a iniciativa privada deve ser a força motriz para a redução das desigualdades, ressaltando que o estado não tem capacidade para liderar esse processo. “A gente acredita que é o mercado que vai proporcionar a redução das desigualdades, que vai proporcionar a explosão de investimento que a gente precisa”, disse Tarcísio, defendendo que o estado não poderia arcar com essa responsabilidade.

Gleisi respondeu a essa declaração enfatizando que a construção do túnel, que o governador usa como símbolo de sua gestão, foi possível graças a mais de R$ 5 bilhões em recursos públicos, representando 85% do total. Ela também lembrou que a privatização do Porto de Santos, defendida por Tarcísio, não ocorreu e foi crucial para a realização do projeto do túnel.

A visão de Gleisi sobre o papel do Estado

A ministra do PT argumentou que apenas um estado “governado democraticamente” pode efetivamente reduzir as desigualdades sociais. Em sua visão, a lógica de mercado prioriza o lucro e a concentração de renda, o que resulta em injustiça social. Gleisi criticou os efeitos das políticas de Bolsonaro, que, segundo ela, levaram o Brasil de volta ao mapa da fome.

“Foi o que Bolsonaro e Guedes fizeram, levando o Brasil de novo para o Mapa da Fome, e que Tarcísio, o candidato fantoche, pensa em repetir”, afirmou Gleisi, ressaltando que o indulto a Bolsonaro e o aumento da desigualdade não são parte do projeto que o país precisa.

O debate entre as duas figuras políticas se intensificou em meio a uma manifestação que ocorreu na Avenida Paulista, onde apoiadores de Bolsonaro exigiam anistia para o ex-presidente, que enfrenta processos judiciais no Supremo Tribunal Federal (STF).

O que acompanhar a partir de agora

A troca de farpas entre Gleisi e Tarcísio reflete um clima político acirrado na aproximação das eleições. A postura de Tarcísio, que se posiciona como um candidato do mercado, pode ter repercussões em sua popularidade entre os eleitores. Gleisi, por sua vez, se fortalece como uma voz crítica ao que considera uma retórica prejudicial à justiça social. A discussão sobre o indulto a Bolsonaro e o papel do estado na economia será central nos debates futuros, tornando-se um ponto crucial para a definição das candidaturas e das plataformas eleitorais.


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