Richard Nunes enfatiza a importância da integração de dados para a preservação da Amazônia e a necessidade de um desenvolvimento sustentável.

General Richard Nunes destaca a importância da ciência na luta contra a crise climática e critica o negacionismo de colegas militares.
General Richard Nunes defende a ciência no combate à crise climática
O general Richard Nunes, diretor do Censipam, revelou a importância de enfrentar a crise climática com ciência e dados concretos em uma entrevista. Ele criticou o negacionismo climático presente entre alguns de seus colegas militares e defendeu que o debate deve ser baseado em evidências científicas. Nunes, que assumiu seu cargo após uma carreira respeitável no Exército, enfatiza a necessidade de integrar dados entre governo, ONGs e o setor produtivo para melhorar a preservação da Amazônia.
Integração de dados como chave para a preservação da Amazônia
Nunes argumenta que um dos grandes desafios enfrentados atualmente é a redundância na produção de dados sobre a Amazônia. Ele acredita que muitos esforços estão sendo direcionados para a coleta de informações, enquanto a ação prática no terreno deve ser priorizada. “Precisamos simplificar a produção de dados e concentrar esforços na atuação prática”, afirmou o general.
O Censipam, sob sua direção, busca promover a proteção ambiental e o desenvolvimento sustentável na Amazônia Legal e na Amazônia Azul. O órgão utiliza tecnologia de geointeligência para monitorar incêndios e o desmatamento, trabalhando em colaboração com o Inpe.
O papel do Censipam na emergência climática
Durante a entrevista, Nunes também discorreu sobre a crescente conscientização da sociedade brasileira em relação à emergência climática. Ele acredita que a COP30, a Conferência do Clima, pode ser um marco para fortalecer essa consciência e trazer mais integração entre todos os atores envolvidos. “Acredito que a COP30 contribuirá para essa conscientização e para a busca de soluções integradas”, afirmou.
Nunes destacou que a colaboração com o setor produtivo é essencial. Os produtores rurais, que enfrentam diversas legislações, podem se beneficiar de dados confiáveis sobre a legislação ambiental em suas áreas, permitindo uma produção mais sustentável.
Preservação e desenvolvimento: um equilíbrio necessário
O general também abordou a dicotomia entre preservação e desenvolvimento na Amazônia. Segundo ele, ambos podem coexistir. O Censipam, em sua missão, procura equilibrar a necessidade de desenvolvimento das populações amazônicas com a preservação ambiental. “Conjugar isso com inteligência é um dos nossos propósitos”, explicou.
Nunes mencionou iniciativas que estão sendo implementadas para fortalecer essa integração, como a parceria com o Instituto Militar de Engenharia para desenvolvimento de pesquisas na área.
Desafios e oportunidades no monitoramento ambiental
Questionado sobre a exploração de petróleo na Foz do Amazonas, Nunes admitiu não ter uma opinião formada sobre o tema, mas afirmou que o Censipam está preparado para monitorar qualquer atividade que possa impactar o meio ambiente, garantindo que não ocorram crimes ambientais ou desastres sem controle.
Sobre o passado militar na Amazônia, Nunes defende que é injusto julgar ações de décadas atrás com os olhos de hoje. Ele apontou que há uma maior adesão dos militares contemporâneos à legislação ambiental e que as áreas sob os cuidados do Exército são exemplos de preservação.
Conclusão
A entrevista com o general Richard Nunes destaca a importância da ciência e da integração de dados no combate à crise climática. Com uma abordagem focada em evidências e a colaboração entre diferentes setores, Nunes acredita que a Amazônia pode ser preservada de forma eficaz, enquanto se busca um desenvolvimento sustentável para as comunidades locais.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
Fonte: Governo Federal








