Richard Nunes responde a ataques e reafirma compromisso com a legislação brasileira em meio a tensões políticas.

Richard Nunes critica bolsonaristas e defende postura legalista do Exército em entrevista.
General Richard Nunes critica bolsonaristas e reafirma respeito à legalidade do Exército
Em uma recente entrevista, o general Richard Nunes, ex-chefe do Estado-Maior do Exército e atual diretor-geral do Censipam, abordou os ataques que recebeu de bolsonaristas após a vitória de Lula nas eleições. Nunes, que foi chamado de ‘melancia’ por seus críticos, afirmou que a única postura plausível para um chefe militar em um momento de pressão política era manter-se estritamente conforme a legislação do país, reforçando o compromisso do Exército com a legalidade.
O general, que ocupou várias posições de destaque nas Forças Armadas, incluindo a Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro durante a intervenção federal, destacou que sua responsabilidade e a de seus colegas no Alto Comando do Exército era resistir a qualquer apelo por um golpe. “Fiz isso e minha consciência está tranquila”, declarou, enfatizando que a ética e a integridade são fundamentais na atuação militar.
O impacto das tensões políticas nas Forças Armadas
A vitória de Lula em 2022 gerou um ambiente político conturbado, que culminou nos ataques de 8 de janeiro. Durante esse período, Nunes e outros líderes militares enfrentaram pressões significativas para apoiar ações golpistas, mas optaram por seguir a legalidade. “A obrigação de líderes militares era se manter dentro da legislação e no estrito cumprimento do dever legal”, disse ele, ressaltando que essa escolha reflete uma postura ética e responsável.
Os ataques de bolsonaristas não foram apenas direcionados a Nunes, mas também a outros generais que se recusaram a se alinhar aos interesses políticos do ex-presidente Jair Bolsonaro. Eles foram rotulados de ‘generais melancia’, uma referência a sua farda verde, associando-os a uma suposta simpatia por ideais comunistas.
A posição de Nunes sobre a politização das Forças Armadas
Indagado sobre a suposta conivência de alguns altos oficiais com a politização das Forças Armadas durante o governo Bolsonaro, Nunes defendeu que sua postura na legalidade era a única saída. Ele argumentou que, embora enfrentasse críticas, sua posição era a mais ética e correta. “Se isso proporcionou narrativas críticas de pessoas descontentes, paciência”, comentou.
O general também se absteve de comentar sobre a condenação de Bolsonaro e outros militares pelo Supremo Tribunal Federal, afirmando que esse assunto é de competência judicial e não deveria ser analisado por ele.
A atuação de Nunes no Censipam
Atualmente, à frente do Censipam, Nunes se concentra em questões relacionadas à proteção ambiental e ao combate ao crime organizado na Amazônia. Ele mencionou a importância de utilizar a inteligência e a tecnologia para modelar as redes de crime na região. “Estamos implantando o Laboratório Integrado de Geointeligência, que é crucial para a nossa atuação”, afirmou, destacando que a experiência adquirida ao longo de sua carreira é fundamental para enfrentar desafios complexos.
Por fim, Nunes reafirmou seu compromisso com a legalidade e a ética, princípios que, segundo ele, devem sempre guiar a atuação das Forças Armadas em um Estado democrático.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
Fonte: Folhapress








