Estudo alerta para a aceleração do derretimento das geleiras devido à mudança climática

Estudo revela que geleiras suíças perderam 24% do volume na última década, afetadas por ondas de calor e inverno escasso em neve.
As geleiras suíças, particularmente sensíveis à mudança climática, perderam 24% de seu volume entre 2015 e 2025, segundo um estudo publicado nesta quarta-feira (1º). O fenômeno é alarmante, pois a Suíça enfrenta um aquecimento global que ocorre em um ritmo duas vezes mais rápido do que a média mundial. Durante o último inverno, que foi escasso em neve, e com as ondas de calor de junho e agosto, o derretimento se intensificou. Matthias Huss, diretor da Glamos, alertou que a geleira do Ródano, uma das mais emblemáticas do país, perdeu mais de 100 metros de espessura nos últimos vinte anos.
Impacto das geleiras
Geleiras desempenham um papel fundamental no abastecimento de energia hidráulica e no fornecimento de água potável. Desde 1970, mais de 1.100 geleiras na Suíça desapareceram, o que representa uma perda significativa para o ecossistema local. O estudo observa que, se as emissões de CO2 permanecerem em níveis atuais, quase todas as geleiras restantes poderão desaparecer até o final do século.
Dados alarmantes
Os dados mostram uma tendência preocupante: de 2010 a 2020, as geleiras perderam 17% de seu volume, enquanto na década de 2000 a perda foi de 14% e, nos anos 90, de 10%. As medições foram realizadas em cerca de vinte montanhas de gelo, abrangendo as 1.400 formações de gelo na Suíça. Essa é a quarta maior redução desde o início das medições.
Reações ao derretimento
Turistas que visitam as geleiras expressam sua decepção com o rápido derretimento. Wincho Ponte, um turista argentino, comentou sobre a beleza do local e a tristeza de ver a geleira derretendo tão rapidamente. O cenário reflete os desafios enfrentados pela Suíça em relação às mudanças climáticas e a necessidade urgente de ações para mitigar esses efeitos.
Notícia feita com informações do portal: redir.folha.com.br








