Mineral estratégico enfrenta crescente exploração ilegal

A extração ilegal de manganês no Brasil cresce em meio à demanda crescente por veículos elétricos, comprometendo as reservas nacionais.
Em Marabá, 18 de novembro de 2022 — a exploração ilegal de manganês no Brasil tem se intensificado, especialmente à medida que aumenta a demanda por veículos elétricos. O Brasil possui a quarta maior reserva de manganês do mundo, mas a extração ilegal representa uma ameaça significativa a esses recursos.
Aumento da exploração ilegal
Estimativas indicam que cerca de 30% da produção de manganês no Brasil está sob controle de garimpeiros ilegais, principalmente na região do sudeste do Pará. Funcionários de mineradoras relatam invasões frequentes em suas propriedades e a ineficiência das autoridades em conter tais atividades. Um executivo de uma mineradora relatou que 10% de sua reserva mineral foi extraído por garimpeiros que invadiram suas terras por cinco meses.
Impacto nas operações das mineradoras
A Vale, uma das principais mineradoras do país, tem sido uma das principais denunciantes dessas invasões. A companhia enfrentou interrupções significativas em seus projetos de manganês entre 2012 e 2020 devido a essas atividades ilegais. Embora a Vale tenha afirmado que denuncia atividades ilegais às autoridades competentes, a pressão para manter os direitos sobre reservas não exploradas tem gerado tensões com o governo.
Desafios do setor
Atualmente, a maior parte da produção de manganês é destinada a siderúrgicas, que o utilizam na fabricação de aço. Contudo, o aumento da demanda por produtos refinados, especialmente para baterias de veículos elétricos, pode elevar ainda mais o valor do manganês. Enquanto uma tonelada destinada à siderurgia custa cerca de R$ 300, o sulfato de manganês, usado em baterias, é comercializado por aproximadamente US$ 800 (cerca de R$ 4.302).
A luta contra o garimpo ilegal
Com o garimpo ilegal proliferando, mineradoras como a RMB enfrentam dificuldades operacionais. Desde 2016, a RMB reporta que 30 mil hectares de sua área foram afetados pela exploração ilegal, com cinco milhões de toneladas já extraídas de forma ilegal. O CEO da empresa, Samuel Borges, enfatiza a necessidade de ações concretas das autoridades para combater essa atividade e proteger as reservas do país.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br








