Candidatos criticam questão que ignora diferenças culturais no atendimento de saúde

Candidatos criticam o gabarito do Enamed, que ignora diferenças culturais no atendimento a indígenas.
Candidatos estão em polêmica após a divulgação preliminar do gabarito do Enamed 2025 nesta quarta-feira (22). A questão 24, do caderno 2, que aborda o atendimento a populações ribeirinhas e aldeias indígenas, levantou protestos nas redes sociais. A pergunta apresenta dois exemplos de situações culturais que podem impactar o atendimento médico, mas a resposta considerada correta pelo Inep foi criticada por ignorar essas diferenças.
Questão 24 e a resposta controversa
A questão em discussão apresenta situações que envolvem um indígena da etnia Tikuna e uma mulher ribeirinha, mas a alternativa correta apontada pelo gabarito sugere a padronização do atendimento, o que para muitos candidatos representa uma generalização inaceitável. Críticos afirmam que essa abordagem contraria princípios fundamentais da atenção primária à saúde e não considera a diversidade cultural que deve ser respeitada no atendimento médico.
O que diz o Inep?
A instituição responsável pela prova, o Inep, afirmou que a resposta correta é estabelecer rotinas padronizadas de atendimento. No entanto, essa posição gerou questionamentos sobre a capacidade dos profissionais de saúde em respeitar e adaptar-se às particularidades culturais das comunidades atendidas. Os alunos têm até 27 de outubro para apresentar recursos e contestar o gabarito, com os resultados definitivos programados para 5 de dezembro.
Implicações do Enamed
O Enamed, aplicado no último domingo (19), visa unificar avaliações de medicina e fornecer dados mais precisos sobre a qualidade do ensino. A prova é composta por 100 questões e busca, além de avaliar, facilitar o ingresso em programas de residência médica. A metodologia promete ser mais eficaz na monitorização da qualidade dos cursos e na formação de novos médicos, essenciais para o Sistema Único de Saúde.
A polêmica em torno do gabarito ressalta a importância de considerar as especificidades culturais na formação médica e no atendimento à saúde das populações mais vulneráveis.








