Familiares questionam a cobertura da imprensa em momento delicado

O funeral de Cauan Fernandes, morto em operação policial, foi marcado por comoção e protestos contra a cobertura da mídia.
Na tarde de 30 de outubro de 2025, familiares e amigos se reuniram para o funeral de Cauan Fernandes do Carmo Soares, jovem de 22 anos morto em ação policial nos complexos do Alemão e da Penha. A cerimônia, marcada por forte emoção, levou à revolta de parentes, que se opuseram à presença da imprensa, questionando a cobertura do ocorrido. A irmã de Cauan expressou a dor da família, que acredita que o jovem não tinha ligação com facções criminosas.
Reações da família e protestos
A vendedora Grasiele Fernandes do Carmo da Silva, irmã de Cauan, contou que souberam da morte pela televisão. “Ele estava em casa, foi na rua e acabou morto. Eu estava dormindo, acordei com tiros. Minha mãe reconheceu ele pelo vídeo”, relatou. Após o sepultamento, parentes de outro morto na operação avançaram em direção a jornalistas, reclamando da cobertura da mídia.
Críticas à cobertura da imprensa
Durante o cortejo fúnebre, que teve autorização da família para ser acompanhado pela imprensa, houve momentos de tensão. Parentes exigiram que a cobertura fosse interrompida, afirmando que a mídia não estava presente durante a operação policial que resultou nas mortes. Uma mulher gritou: “Quer vir fotografar agora? Agora não adianta. Porque não estavam com a gente filmando quando a polícia fez aquilo?”
Encerramento do funeral
O cortejo fúnebre seguiu por 200 metros até o cemitério de Inhaúma, onde os familiares de Cauan pediram que a imprensa não cobrisse o sepultamento, decisão que foi respeitada. Esse episódio ressalta a fragilidade e a dor das famílias de vítimas de operações policiais, além das tensões entre a cobertura midiática e o luto familiar.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br








