Flávio Dino defende julgamento sob regras comuns


Ministro do STF enfatiza que não se trata de um julgamento das Forças Armadas

Flávio Dino, do STF, afirma que julgamento de Bolsonaro e outros réus segue regras comuns e não é um julgamento das Forças Armadas.

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), iniciou a leitura de seu voto no julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros sete réus acusados de tentativa de golpe de Estado. Ele afirmou que o processo segue regras comuns, ressaltando que a sessão não julga as Forças Armadas, mas a conduta de indivíduos que atentaram contra a democracia.

Julgamento sob absoluta normalidade

Dino enfatizou que, apesar de sua relevância histórica, o julgamento ocorre segundo a “absoluta normalidade” técnica e processual. Ele rejeitou interpretações de que o tribunal estaria emitindo recados políticos e destacou que os magistrados têm capacidade psicológica para não se deixar influenciar por pressões externas.

Defesa da legalidade

O ministro ressaltou que o sistema de penas obedece ao princípio da legalidade estrita, lembrando que crimes contra a ordem democrática são inafiançáveis e imprescritíveis. Dino afirmou que não vê razão para considerar as penas excessivas ou diferentes de outros crimes.

STF como anteparo contra tiranias

Flávio Dino também rebateu críticas de que o Supremo agiria de forma “tirânica”, afirmando que a função dos tribunais constitucionais é impedir retrocessos autoritários. Ele lembrou que o STF já julgou figuras de diferentes espectros políticos, reafirmando que as regras são as mesmas para todos os réus, independentemente de suas posições políticas.

O julgamento deve ser concluído até sexta-feira (12), com expectativa de que a Corte emita sua decisão sobre as acusações contra Bolsonaro e os demais réus.


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