Uma análise sobre a atuação e direção do ator no Teatro Manás Laboratório

Fernando Belo apresenta dois monólogos de Simon Stephens que exploram a dor e o luto, em cartaz até 13 de novembro no Teatro Manás Laboratório.
Em São Paulo, no dia 3 de novembro de 2023, Fernando Belo apresenta dois monólogos do dramaturgo britânico Simon Stephens, que estão em cartaz no Teatro Manás Laboratório até 13 de novembro. As peças, “Um Precipício no Mar” e “Canção Que Vem de Longe”, exploram as diferentes reações humanas à dor e ao luto.
A profundidade da atuação de Belo
Fernando Belo se destaca ao interpretar Alex, um homem cuja vida é desmoronada por um trágico acidente em férias familiares. A performance é marcada por sua habilidade em expressar a dor através de silêncios e gestos, em uma encenação minimalista que amplifica a solidão do personagem. A iluminação de Caetano Vilela contribui para a atmosfera melancólica, criando um espaço visual que reflete a tristeza e a reflexão profunda de Alex.
Contraste entre os personagens
No segundo monólogo, Belo assume o papel de William, um expatriado que retorna para o funeral do irmão. Aqui, a abordagem é completamente diferente: William é cínico e distante, usando cartas para se comunicar com o público. Essa dualidade entre os personagens representa as respostas opostas ao luto: a implosão emocional de Alex e a negação de William. A transição entre os dois papéis demonstra a versatilidade de Belo como ator e diretor, que traz autenticidade a cada performance.
A cenografia e a colaboração
A direção de Belo é elogiada pela sua capacidade de manter o foco na atuação e no texto, utilizando uma cenografia que permite que a essência dos monólogos prevaleça. A colaboração com Caetano Vilela na iluminação é crucial para criar as atmosferas distintas que cada peça requer, mostrando como a luz pode atuar como um personagem silencioso, revelando e ocultando emoções ao longo da narrativa.
Os monólogos estão em cartaz até 13 de novembro, às quartas e quintas-feiras, no Teatro Manás Laboratório, e oferecem uma reflexão profunda sobre o luto e a complexidade da experiência humana.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br








