Problema com o descarte de garrafas contribui para o comércio ilegal

Criminosos estão comprando embalagens de catadores e funcionários de estabelecimentos, facilitando a falsificação de bebidas.
Especialistas afirmam que a falta de fiscalização no descarte de garrafas de bebidas destiladas contribui para a falsificação de bebidas com metanol, aumentando o risco à saúde. Criminosos conseguem embalagens comprando de catadores e funcionários de estabelecimentos, o que facilita a adulteração.
Regras de descarte em falta
Bares e restaurantes, que representam entre 50% e 60% do mercado de bebidas alcoólicas, não estão seguindo corretamente as leis de reciclagem. Apesar de haver regulamentação, a fiscalização é insuficiente, e muitos estabelecimentos deixam o destino das garrafas a cargo de suas equipes, o que pode levar a práticas ilegais.
Comércio ilegal de garrafas
A diferença de preços entre o que os catadores recebem e o que os falsificadores pagam por garrafas vazias é alarmante. Enquanto uma garrafa pode valer menos de R$ 1 em uma cooperativa, no comércio ilegal, o preço pode variar entre R$ 10 e R$ 200, dependendo da marca da bebida. Essa dinâmica alimenta o comércio paralelo de garrafas.
Propostas para melhorar a fiscalização
Entidades como a Abvidro defendem que a posse de garrafas deve ser considerada uma infração adicional. Projetos de lei que equiparam a adulteração de bebidas a crime hediondo estão em tramitação, mas a implementação de uma fiscalização rigorosa ainda é um desafio que precisa ser enfrentado.
Comparação com outros países
Em contraste com o que ocorre no Brasil, países como a Alemanha possuem sistemas eficientes de devolução de embalagens, incentivando a reciclagem e a reutilização. No Brasil, a maioria dos estabelecimentos ignora as diretrizes de descarte, e a situação exige uma abordagem mais estruturada para combater a adulteração e seus riscos associados.








