Especialistas ressaltam a necessidade de melhorar sistemas de registro e estatísticas vitais

Estudo revela que metade das certidões de óbito não documenta a causa da morte, impactando políticas de saúde.
Apenas metade das certidões de óbito tem a causa da morte documentada, segundo a Opas. Essa subnotificação impacta diretamente a capacidade dos governos de priorizar e alocar recursos de saúde. A nova campanha, lançada na Cúpula Mundial da Saúde em Berlim, busca conscientizar sobre a importância de investir em sistemas de registro e estatísticas vitais.
Importância do Registro Civil e Estatísticas Vitais
Especialistas afirmam que sem dados de mortalidade de alta qualidade, a alocação de recursos de saúde se torna ineficaz. Menos da metade das certidões de óbito inclui a causa da morte, e mais de 20% das mortes não são registradas em algumas áreas. Essa situação é crítica, pois limita a compreensão das tendências demográficas e das causas de doenças, essenciais para a formulação de políticas públicas adequadas.
Campanha e Parcerias
A iniciativa, financiada por Bloomberg Philanthropies e pela Fundação Gates, se concentra em quatro áreas: registro civil, uso de dados na formulação de políticas, registros populacionais de câncer e pesquisas sobre doenças crônicas não transmissíveis. A Opas é uma das parceiras na América Latina, e seus dados ressaltam a urgência de aprimorar os sistemas de saúde.
Conclusão
A melhoria dos sistemas de dados pode levar a benefícios significativos, com a relação de $1 investido resultando em $32 em benefícios líquidos. Com esforços contínuos, como o exemplo das Ilhas Salomão, onde a coleta de dados foi aprimorada, a expectativa é que os países se tornem mais aptos a tomar decisões baseadas em evidências para melhorar a saúde pública.
Notícia feita com informações do portal: redir.folha.com.br








