Novo relatório aponta falhas críticas na segurança do submersível que resultaram em acidente fatal

Relatório destaca falhas críticas na segurança do submersível Titan, que resultaram na morte de cinco pessoas em 2023.
Um novo relatório do Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos EUA, divulgado nesta quarta-feira (15), revelou que falhas de engenharia detectadas ao menos um ano antes do acidente e a falta de testes adequados contribuíram para a implosão do submersível Titan, que resultou na morte de cinco pessoas durante uma expedição ao Titanic em 2023.
Problemas identificados
O Titan desapareceu durante uma descida aos destroços do Titanic, perdendo contato com seu navio de apoio em 18 de junho de 2023. Após uma busca de quatro dias, seus restos foram encontrados a 1.600 pés (488 metros) da proa do famoso transatlântico que afundou em 1912. O relatório destaca que a OceanGate não investigou nem tratou anomalias conhecidas desde 2022, um ano antes do acidente.
Deficiências de segurança
O documento aponta que as práticas de segurança e operacionais da OceanGate eram “criticamente falhas”. O conselho concluiu que o processo de engenharia para o Titan foi inadequado e que a embarcação não atendia aos requisitos de resistência e durabilidade. A falta de testes adequados levou a empresa a desconhecer a verdadeira condição do submersível, que provavelmente estava muito abaixo das expectativas.
Repercussões da tragédia
Após a tragédia, a OceanGate interrompeu suas operações, e um processo foi movido contra a empresa, acusando-a de negligência. O caso gerou debates sobre a segurança em expedições subaquáticas e levantou questões sobre a regulamentação do setor.
O relatório do NTSB enfatiza a importância de uma análise rigorosa dos dados de monitoramento em tempo real e a necessidade de um compromisso sério com a segurança em futuras expedições.
Notícia feita com informações do portal: redir.folha.com.br








