Falhas Críticas nas Linhas de Emergência Podem Custar Contrato da Oi em Mato Grosso do Sul


A operadora de telecomunicações Oi enfrenta a iminente possibilidade de perder contratos cruciais para a operação de linhas de emergência em Mato Grosso do Sul, incluindo os serviços 190 (Polícia) e 193 (Bombeiros). A razão principal reside nas recorrentes falhas no serviço, do qual a população depende para solicitar auxílio em momentos críticos. O incidente mais recente ocorreu no final de outubro, somando-se a outros problemas registrados nos meses anteriores.

Diante da gravidade da situação, o governo estadual age para garantir a segurança da população. O Secretário de Justiça e Segurança Pública, Carlos Videira, informou que a pasta notificou a Oi e estabeleceu um grupo de trabalho para avaliar o rompimento do contrato e a substituição da empresa. “Desde que ela começou a apresentar as dificuldades, nós já passamos ao grupo de trabalho que estudasse a melhor estratégia”, declarou o secretário.

Alternativas para assumir a operação das linhas de emergência já estão sendo consideradas. Entre as possibilidades, destacam-se a empresa chilena Sonda e a estatal Telebras. A Claro, que já presta outros serviços à secretaria, também é uma candidata em potencial. “Nós já pedimos os orçamentos para todas, para a gente avaliar. Da forma como está, não tem como, né? Muita dificuldade”, acrescentou Videira, evidenciando a urgência na resolução do problema.

A Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) suspendeu os pagamentos à Oi devido às falhas técnicas que infringiram cláusulas contratuais. “A gente está adotando todas as providências administrativas legais com relação a esse problema”, explicou o secretário, ressaltando a essencialidade dos serviços de urgência e emergência.

A crise da Oi se agrava em meio ao processo de falência do Grupo Oi, decretada recentemente pela 7ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. A decisão judicial aponta para a insolvência técnica e patrimonial da companhia, com dívidas estimadas em R$ 1,7 bilhão. A operadora continuará operando provisoriamente até que outra empresa assuma os serviços.

Fonte: http://www.campograndenews.com.br


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