Café e carne bovina lideram redirecionamento para novos mercados

Produtores brasileiros compensam queda nas vendas para os EUA com novas exportações.
Um levantamento recente revela que, embora seis dos dez produtos mais exportados para os Estados Unidos em setembro tenham enfrentado queda nas vendas, cinco conseguiram compensar essa perda através de novos mercados. Os principais produtos nessa recuperação são o café e a carne bovina, que se redirecionaram principalmente para países como China e México.
Impacto das tarifas e resiliência no mercado
Segundo a economista Lia Valls, da FGV/Ibre, as exportações brasileiras mostram um grau de resiliência, apesar do impacto inicial das tarifas. O estudo destaca que as vendas de produtos semimanufaturados de ferro ou aços caíram 7,7% para os EUA, mas apenas 5,2% para o resto do mundo. Isso se deve ao aumento das exportações para destinos como México e Polônia, que começaram a importar esses produtos.
Redirecionamento de produtos
As carnes bovinas, por exemplo, tiveram uma queda significativa nas exportações para os EUA, mas aumentaram suas vendas para outros países em 71,9% e 39,3%, respectivamente. Para o café não torrado, houve um recuo de 29% para os EUA, mas as exportações para outros mercados cresceram 17,5%. Os dados mostram que o apoio de novos destinos tem sido crucial para compensar as perdas no mercado americano.
Perspectivas futuras
Embora a recuperação seja encorajadora, Valls alerta que o mercado americano ainda é vital para o Brasil. A especialista destaca que, com o crescimento da economia mundial, os exportadores brasileiros podem ter mais oportunidades, mas a dependência do mercado dos EUA continua a ser um desafio. Reuniões entre autoridades brasileiras e americanas estão programadas para discutir tarifas, o que poderá impactar ainda mais as exportações brasileiras.
A análise sugere que, embora os exportadores mais diversificados estejam se adaptando bem, produtos altamente customizados enfrentam maiores dificuldades em redirecionar suas vendas.
Notícia feita com informações do portal: redir.folha.com.br








