Experiência cênica inovadora transforma escuta em ato político


CompanhiaDaNãoFicção utiliza arquitetura sonora binaural para revolucionar o teatro

Experiência cênica inovadora transforma escuta em ato político
Espetáculo 'Fim de Festa' da CompanhiaDaNãoFicção. Foto: Hugo Faz / Divulgação

A CompanhiaDaNãoFicção revoluciona a experiência teatral com arquitetura sonora binaural, transformando a escuta em um ato político.

A nova proposta teatral da CompanhiaDaNãoFicção

O espetáculo “Fim de Festa: Um Mergulho para Remixar a Realidade”, da CompanhiaDaNãoFicção, traz uma proposta inovadora ao teatro, onde a arquitetura sonora binaural se torna o elemento central da experiência cênica. Dirigido por Fabiana Monsalú, a obra não é para ser vista, mas sim para ser ouvida, desafiando o público a transformar a escuta em um ato político.

A construção da cena na mente do espectador

Eliminando a presença física dos atores, a CompanhiaDaNãoFicção convida cada espectador a mergulhar em uma narrativa que se constrói diretamente em sua mente. Com fones de ouvido, o público é levado a um estado de imersão total, onde a escuta se torna um ato de resistência e conscientização. O som 360°, concebido por Renato Navarro, atua como o próprio cenário e condutor da narrativa, materializando questões profundas sobre masculinidade e poder.

A crítica social na experiência sonora

“Fim de Festa” é mais do que um espetáculo; é um dispositivo crítico que força o público a encarar as estruturas patriarcais. Através de uma dramaturgia sensorial, a obra propõe uma reflexão sobre a toxicidade masculina, utilizando o isolamento auditivo como uma ferramenta para provocar um mergulho íntimo nas questões sociais contemporâneas. O formato de micro-audiência, com sessões limitadas a vinte pessoas, intensifica a experiência, tornando cada espectador um participante ativo da narrativa.

A virada decolonial e a escuta ativa

A proposta da CompanhiaDaNãoFicção representa uma virada decolonial ao deslocar a visão como sentido hegemônico no teatro ocidental e elevar a audição como a via primária de percepção. O ato de “remixar a realidade” não é apenas uma metáfora; trata-se de uma prática crítica que desafia o público a metabolizar a toxicidade do patriarcado e a reconfigurar sua própria consciência.

Sessões e detalhes práticos

“Fim de Festa” é apresentado no Estúdio NU, localizado na rua Maria Paula, 122, conjunto 1.208, na República, região central. As sessões ocorrem aos sábados e domingos, às 19h e 21h, até 30 de novembro, com classificação indicativa de 16 anos. Os ingressos variam a partir de R$ 25 (meia-entrada) e podem ser adquiridos pela plataforma Sympla. Além disso, o público receberá uma NFT exclusiva relacionada à obra, criando uma extensão artística no ambiente virtual.

Essa experiência não apenas redefine o que é o teatro, mas também propõe uma nova forma de interação entre arte e sociedade, desafiando os limites do que entendemos como performance e convidando todos a uma escuta ativa e crítica.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

Fonte: Hugo Faz / Divulgação


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