Fernanda Galdino, ex-subprefeita, é funcionária do PV na Câmara Municipal de SP

Fernanda Galdino, ex-subprefeita da Lapa, ocupa cargo no PV na Câmara Municipal de São Paulo desde 2024, recebendo R$ 15 mil mensais.
Em São Paulo, no dia 30 de outubro de 2025, a ex-subprefeita da Lapa, Fernanda Maria de Lima Galdino, que foi presa em 2022 sob a acusação de extorsão, ocupa atualmente um cargo no Partido Verde (PV) na Câmara Municipal. Desde 2024, ela recebe um salário de R$ 15 mil, totalizando mais de R$ 18 mil mensais incluindo auxílio-saúde.
Acusações e defesa
Fernanda Galdino foi demitida durante um escândalo investigado pelo Ministério Público, que resultou em sua prisão preventiva. Apesar das acusações de extorsão, sua defesa sustenta que não existem testemunhas que comprovem a prática de crimes, afirmando que o processo é de natureza política, visando excluí-la do calendário eleitoral. O advogado Eduardo Samoel Fonseca, que a defende, destaca que as testemunhas não corroboraram a acusação de se envolver em pedidos de propina.
Situação atual
Embora exerça funções no PV, Galdino não tem comparecido frequentemente ao gabinete no Palácio Anchieta, e sua atuação se concentra na periferia da Zona Leste de São Paulo. O PV argumenta que ela ainda não foi julgada e, portanto, deve ser considerada inocente até que se prove o contrário. O inquérito civil que investigava o caso foi arquivado, pois as vítimas afirmaram não ter realizado pagamentos de propina, descaracterizando assim a improbidade administrativa.
Implicações políticas
A situação de Fernanda Galdino ilustra as complexidades da política local e as repercussões de denúncias de corrupção. Mesmo após enfrentar graves acusações, ela continua a atuar politicamente, levantando questões sobre a transparência e a ética nas gestões públicas.








