Investigação revela esquema de sacrifício de cães para reduzir custos na prefeitura de Canoas

Ex-secretária e outros indiciados por eutanásia de animais para reduzir custos da prefeitura em Canoas.
A investigação da Polícia Civil de Canoas revelou um esquema alarmante em que a ex-secretária de Bem-Estar Animal, Paula Lopes, e outros dois envolvidos foram indiciados por eutanásias sistemáticas de animais. Entre janeiro e agosto de 2025, pelo menos 498 cães foram mortos, um número alarmante comparado aos 354 registrados no ano anterior, mesmo diante de uma demanda crescente por cuidados após enchentes que afetaram o Rio Grande do Sul. A ex-secretária foi acusada de associação criminosa, maus-tratos e falsidade ideológica.
Eutanásias realizadas sem critério
A delegada Luciane Bertoletti relatou que as eutanásias eram realizadas sem critérios adequados, com pressão para sacrificar animais que poderiam ser tratados. Casos como a eutanásia de gatos com doenças tratáveis como FIV e FELV, além de cães com cinomose, foram destacados. Documentação irregular também foi encontrada, sugerindo que os atestados de óbito eram manipulados para criar a aparência de que os animais haviam recebido tratamento adequado antes de serem mortos.
Indícios de corrupção e uso indevido de doações
A investigação aponta que Paula Lopes teria utilizado os animais resgatados para arrecadar doações através das redes sociais, mas os valores poderiam estar sendo usados em benefício próprio. Durante um mandado de busca, a polícia encontrou R$ 100 mil em espécie em sua residência, levantando suspeitas sobre a origem dos fundos.
Consequências e próximos passos
Os indiciados respondem em liberdade enquanto a investigação continua. A sociedade aguarda por respostas e um desfecho para este triste caso que abalou a confiança em instituições públicas de proteção animal. A ex-secretária, que alega estar sendo alvo de perseguições políticas, promete divulgar sua versão dos fatos em breve.








