Tempestade devastou o Caribe e deixou cerca de 60 mortos

Após a passagem do furacão Melissa, EUA anunciam ajuda de US$ 3 milhões para Cuba, enquanto regime critica bloqueio econômico.
Neste domingo (2), os Estados Unidos anunciaram uma ajuda humanitária de US$ 3 milhões (mais de R$ 16 milhões) para os cubanos afetados pelo furacão Melissa, que devastou várias províncias do leste da ilha e já matou cerca de 60 pessoas no Caribe desde o início da semana. O Escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental do governo americano informou que a ajuda será coordenada com a Igreja Católica, que frequentemente atuou como mediadora entre as duas partes. Além dos EUA, outros países como Venezuela e México também enviaram ajuda.
Dano causado pelo furacão
O regime cubano, que já deslocou preventivamente mais de 700 mil pessoas, não reportou vítimas até o momento, mas danos significativos foram registrados em várias províncias, incluindo desabamentos de casas e cortes de energia elétrica. A crítica da oferta americana foi expressa por Roberto Morales Ojeda, membro do politburo do Partido Comunista de Cuba, que a considerou indigna, afirmando que se os EUA realmente quisessem apoiar o povo cubano, deveriam primeiro levantar o bloqueio econômico.
Impacto na Jamaica
Na Jamaica, as consequências do furacão também foram severas. Um funcionário da ONU mencionou que as perdas econômicas podem equivaler ao PIB anual do país caribenho, que foi estimado em quase US$ 20 bilhões em 2024. O furacão foi classificado como o mais poderoso a atingir a região em 90 anos, com ventos de até 300 km/h. O primeiro-ministro jamaicano, Andrew Holness, confirmou que pelo menos 28 mortes ocorreram na ilha devido à tempestade.
Chamado da ONU
O secretário-geral da ONU, António Guterres, fez um apelo para mobilizar recursos para enfrentar as perdas causadas pelo furacão. Ele destacou que as mudanças climáticas tornam tempestades mais intensas e frequentes, um risco crescente para a América Latina e o Caribe. Desde 2000, cerca de 90 eventos climáticos extremos têm ocorrido anualmente na região, exacerbando a vulnerabilidade das populações locais.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br








