EUA têm interesse em bases no Equador, diz Noboa após encontro


Secretária americana de Segurança Nacional visita o país para discutir instalação de escritórios estratégicos

EUA têm interesse em bases no Equador, diz Noboa após encontro
Daniel Noboa durante encontro com a secretária Kristi Noem. Foto: Alex Brandon/Pool via Reuters

O presidente Daniel Noboa afirmou que os EUA têm interesse em instalar bases no Equador, dependendo de referendo.

Na quarta-feira (5), o presidente do Equador, Daniel Noboa, declarou que os Estados Unidos estão interessados em estabelecer escritórios do Departamento de Segurança Nacional em instalações estratégicas do país. A afirmação ocorreu durante a visita da secretária americana de Segurança Nacional, Kristi Noem, que se reunirá com Noboa para discutir a instalação de bases. Um referendo em 16 de novembro decidirá se o país permitirá a presença militar estrangeira, algo proibido pela Constituição desde 2008.

Crescente violência no Equador

A necessidade de discutir a instalação de bases estrangeiras se intensifica devido ao aumento da violência no Equador, onde cerca de vinte organizações do narcotráfico operam. Nos últimos seis anos, os homicídios no país aumentaram mais de 600%, tornando-o uma das nações mais violentas da América Latina. A estratégia militar americana no Pacífico, que inclui ataques contra barcos supostamente ligados ao narcotráfico, foi apoiada por Noboa.

Referendo e implicações

O referendo marcado para 16 de novembro será crucial, pois determinará se a Constituição permitirá a instalação de bases estrangeiras. O governo de Noboa, aliado do ex-presidente Donald Trump, já havia discutido a possibilidade de bases em Galápagos, embora essa ideia tenha sido descartada. A visita de Noem ao Equador inclui a inspeção de cidades balneárias onde há bases militares equatorianas, como Manta e Salinas, que têm histórico de presença militar americana.

Conclusão

A visita de Kristi Noem e as declarações de Noboa destacam o crescente interesse dos EUA em expandir sua presença no Equador para combater o narcotráfico. O resultado do referendo poderá alterar drasticamente a relação entre os dois países e a estratégia de segurança na região.

Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br


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