EUA intensificam presença militar na costa da Venezuela


Quarta missão de bombardeiros ocorre em meio a tensões regionais

EUA intensificam presença militar na costa da Venezuela
Imagem do site Flightradar24.com mostra a rota dos dois B-52, que se sobrepõem, junto à Venezuela — Foto: Reprodução/Flightradar24.com

Na quarta missão em três semanas, dois B-52 circulam o Caribe próximo a Caracas, em meio a tensões entre os EUA e a Venezuela.

Em Caracas, 6 de outubro de 2025, os Estados Unidos realizaram a quarta missão de bombardeiros estratégicos, com dois B-52 circulando nas proximidades da costa venezuelana. Esta ação se insere em uma política de pressão militar adotada pelo governo de Donald Trump, que desde agosto tem escalado suas operações na região, incluindo o envio de uma força-tarefa de fuzileiros navais e a revitalização de bases fechadas há anos.

Contexto da operação militar

A recente exibição de força, que também inclui o deslocamento do porta-aviões USS Gerald Ford, visa demonstrar a capacidade militar dos EUA frente ao regime de Nicolás Maduro. Nos últimos dias, foram realizados outros sobrevoos com bombardeiros, com os B-52 se aproximando a cerca de 80 km da costa, uma estratégia que sinaliza a seriedade das ameaças ao governo venezuelano.

Tensão na região

Trump já autorizou ações da CIA para desestabilizar o governo de Maduro, mas ao mesmo tempo afirma não querer um conflito armado direto. A crise tem despertado reações na América Latina, com líderes como o presidente Lula do Brasil buscando mediar as tensões. Enquanto isso, Maduro mobiliza suas forças armadas, embora reconheça a superioridade militar dos EUA.

Reação de aliados

Maduro tem buscado apoio de aliados estratégicos, como Rússia e China, em resposta à crescente pressão militar dos EUA. Recentemente, um avião cargueiro russo aterrissou em Caracas, gerando especulações sobre o envio de recursos militares. Apesar das promessas de apoio, a Rússia parece hesitar em se envolver diretamente no conflito, dada a complexidade da relação com os EUA e a situação na Ucrânia.

A situação continua a evoluir, com ambos os lados se preparando para possíveis desdobramentos em um cenário de elevada tensão na região.

Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br


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