Iniciativa busca reduzir impactos ambientais e desenvolver a piscicultura local

Estudo no Amapá cria ração a partir de resíduos pesqueiros para sustentabilidade na piscicultura.
Uma ração artesanal produzida a partir de resíduos da indústria pesqueira está sendo desenvolvida no Laboratório de Aquicultura e Pesca da Embrapa no Amapá, em parceria com a Universidade do Estado do Amapá (Ueap). A proposta visa transformar sobras de peixe em um alimento nutritivo e sustentável para a criação de pirapitingas. A pesquisa foi apresentada durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, em Macapá, e chamou a atenção de estudantes e visitantes.
Ração sustentável a partir de resíduos
A ração é feita com farinhas produzidas a partir de carne e ossos de pescado, que seriam descartados. O processo evita desperdício, reduz impactos ambientais e ainda gera um produto rico em proteínas, vitaminas e minerais. A pesquisa é apresentada pela bolsista Amanda Mendes Pacheco, acadêmica de Engenharia de Pesca da Ueap, sob orientação da pesquisadora Eliane Yoshioka.
Resultados promissores
Durante o experimento, os peixes foram alimentados com três tipos de ração isoprotéicas: uma sem farinha de resíduo de pescado (controle), outra com predominância de carne de peixe e uma terceira com predominância de ossos. Os resultados mostraram que as farinhas feitas com resíduos são alternativas eficazes e sustentáveis para a alimentação de pirapitingas.
Impacto na piscicultura local
O objetivo é desenvolver tecnologias para o cultivo de peixes, com foco em nutrição padronizada, melhor desempenho zootécnico e redução de custos na piscicultura. Esta iniciativa não só promove a sustentabilidade como também pode contribuir para o desenvolvimento econômico da região.








