Estudo revela que consumidores querem marcas atuantes contra o racismo


Pesquisa do Mover mostra que 67% dos brasileiros acreditam que empresas devem se manifestar contra a injustiça racial

Estudo revela que consumidores querem marcas atuantes contra o racismo
Pesquisa do Mover destaca a importância do posicionamento social das marcas. Foto: Divulgação

Estudo aponta que 67% dos brasileiros acreditam que marcas devem se manifestar contra o racismo.

Estudo revela que marcas devem se manifestar contra o racismo

Uma pesquisa realizada pelo Mover (Movimento pela Equidade Racial) aponta que 67% dos consumidores brasileiros acreditam que as marcas têm a responsabilidade de se manifestar contra o racismo e a injustiça racial. O levantamento, que envolveu 2.181 pessoas de diversas regiões do Brasil, mostra um panorama claro sobre as expectativas da população em relação ao posicionamento social das empresas.

Importância do posicionamento social das marcas

A pesquisa revelou que 71% dos entrevistados têm uma percepção positiva de marcas que demonstram preocupação com diversidade, equidade e inclusão. Além disso, 54% deles afirmaram que se tornariam fiéis a empresas que tomassem medidas efetivas para combater a desigualdade racial. Por outro lado, 12% dos participantes disseram que rechaçariam marcas que não se posicionassem sobre o tema. Esses dados mostram que o compromisso social pode influenciar diretamente na decisão de compra dos consumidores.

Natália Paiva, diretora-executiva do Mover, destaca que as marcas que se posicionam contra a desigualdade racial têm um diferencial significativo em relação à fidelidade do consumidor. “Há quem continuasse apoiando a marca mesmo que surgisse alguma crítica, consideraria trabalhar na empresa, a recomendaria ou compraria mais produtos e serviços lançados por ela”, explica Paiva.

Metodologia da pesquisa

O estudo foi conduzido através de um questionário online com 101 perguntas fechadas, abrangendo aspectos como raça, gênero, orientação sexual, renda, escolaridade, região e situação profissional. Os dados coletados demonstram que 37% dos entrevistados consideram que as organizações têm um desempenho mediano na implementação de programas de diversidade e inclusão.

Expectativas em relação à diversidade e inclusão

A pesquisa também reflete a necessidade de melhoria nesse aspecto. Natália Paiva afirma que, embora haja avanços em relação à diversidade, as empresas ainda têm um longo caminho pela frente. “Isso mostra que houve avanços nos últimos anos, mas é preciso melhorar. A pesquisa fortalece não só a necessidade do ponto de vista moral e de negócio, de investir nessa agenda, mas também encontrar as expectativas dos brasileiros”, ressalta.

Reconhecimento da desigualdade racial e de gênero

Outro dado alarmante revelado pelo estudo é que 92% da população reconhece a existência do racismo ou da injustiça racial no Brasil. A pesquisa também identificou que 75% das mulheres expressam preocupação significativa com a desigualdade de gênero, e 50% relatam ter sofrido discriminação de gênero no ambiente de trabalho. A situação se agrava quando se considera a interseccionalidade entre raça e gênero, com 41% das mulheres e 37% das pessoas negras relatando preocupações relacionadas à violência por causa de sua identidade.

A pesquisa do Mover é um indicativo claro de que o comportamento do consumidor está mudando e que, cada vez mais, as marcas precisam estar atentas às questões sociais e à responsabilidade que têm na promoção da equidade e inclusão. Isso não apenas melhora a imagem da empresa, mas também contribui para um ambiente mais justo e igualitário.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

Fonte: Divulgação


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