Investigação revela como etanol adulterado chegou aos bares e causou mortes

Polícia Civil investiga esquema de metanol em bebidas alcoólicas que causou mortes em SP.
A Polícia Civil de São Paulo detalhou na última sexta-feira (17) um esquema que levou metanol a bebidas alcoólicas, resultando em duas mortes na Mooca e um caso de cegueira na Zona Sul. O etanol adulterado foi adquirido em postos de combustível em Santo André e São Bernardo do Campo, e misturado com metanol em uma fábrica clandestina.
Funcionamento do esquema
O esquema era liderado por Vanessa Maria da Silva, presa na semana passada, e envolvia sua família na produção, envase e distribuição das bebidas falsificadas. Postos de combustíveis foram identificados como fornecedores do etanol, e a logística do grupo era facilitada pela proximidade de um depósito de embalagens.
Impacto da adulteração
Até o momento, seis pessoas morreram e 38 casos de intoxicação foram confirmados, segundo o governo de São Paulo. A maioria das vítimas consumiu bebidas adulteradas em bares e adegas, e a intoxicação foi inicialmente detectada no fim de agosto. A polícia constatou que o metanol entrou nas bebidas por meio de etanol contaminado vendido irregularmente.
A resposta das autoridades
As investigações indicam que o metanol pode ter chegado aos postos por desvios de importadoras e usinas de etanol. A Operação Alquimia identificou empresas suspeitas de desvio de metanol, e a polícia investiga a relação do esquema com o crime organizado. O secretário de Segurança Pública afirmou que os envolvidos não têm ligação com facções criminosas.
Conclusão
O caso destaca a gravidade da adulteração de bebidas alcoólicas, que, embora seja uma prática antiga, ganhou notoriedade devido ao alto teor de metanol encontrado. A Secretaria da Fazenda suspendeu Inscrições Estaduais de comércios que estavam envolvidos na venda de produtos adulterados.
Notícia feita com informações do portal: g1.globo.com








