Reflexões sobre a inclusão e os desafios enfrentados

A inclusão escolar enfrenta desafios no Brasil, com resistências e visões ideológicas que comprometem o futuro de crianças com deficiência.
Assim como você
A inclusão escolar enfrenta resistência e ataques ideológicos no Brasil. A segregação de crianças com deficiência compromete o futuro de mais conscientização social.
Sinto arrepios quando vejo gente achando absolutamente razoável tutelar a vida e o destino de pessoas com deficiência, alegando que elas não podem tomar decisões por si mesmas. Isso perpetua uma dependência eterna que alimenta um assistencialismo da pior qualidade. A formação de um ciclo vicioso de restrições compromete o futuro dessas crianças.
A máquina de fazer pessoas vivendo em círculos viciosos de restrições de possibilidades envolve uma gama de vendedores de “milagres terapêuticos” que se apresentam como profissionais sérios. Defendem conceitos vagos de neurodivergência, enquanto instituições privadas temem perder recursos financeiros. E, muitas vezes, famílias se veem pressionadas a aceitar essa tutelagem.
Reivindicar que crianças com deficiência precisam de apoios variados para terem melhor qualidade de vida é legítimo. No entanto, impor que apenas espaços exclusivos, que concentram meninos e meninas com diferenças físicas, sensoriais e intelectuais, são capazes de proporcionar um bom destino é um argumento amargo. É preciso reconhecer que o debate sobre direitos e pluralidade humana deve incluir a convivência e a cidadania, e não ser dominado por uma visão tutelar.
Os problemas enfrentados pelas escolas inclusivas, como a falta de capacitação dos professores e recursos adequados, são evidentes. No entanto, querer retirar de crianças a oportunidade de se sentirem parte do todo é uma atitude cruel. Os esforços para criar ambientes que fomentem a inclusão são constantemente atacados, e quem mais perde são os tutelados, que cumprem sentenças de não saber, não poder e não querer.
Uma questão recorrente entre familiares de pessoas com deficiência é: quem cuidará de seus filhos no futuro? As respostas permanecem vagas, a não ser que haja uma construção social que valorize a inclusão desde a infância, promovendo a convivência e a cidadania desde cedo.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br








