Organizações denunciam ameaça ao meio ambiente por flexibilização de licenciamento no Brasil

Organizações alertam sobre riscos de desmonte do sistema ambiental no Brasil.
Entidades brasileiras alertam sobre a ameaça ao meio ambiente
Na sexta-feira, 14 de novembro, diversas entidades brasileiras, incluindo o Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN) e o Observatório do Clima, enviaram um comunicado à Relatoria Especial sobre Direitos Econômicos, Sociais, Culturais e Ambientais da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH). O foco da mensagem é a “grave ameaça de desmonte institucional do Sistema Nacional de Meio Ambiente (Sisnama)” resultante da aprovação do PL da Devastação, que altera significativamente os critérios de licenciamento ambiental no Brasil.
As organizações ressaltam que, mesmo após os 63 vetos do presidente, que ainda não foram analisados pelo Congresso, o projeto continua sendo uma ameaça direta à proteção ambiental e à segurança humana. Segundo as entidades, a nova legislação vai contra os princípios de precaução e prevenção, fundamentais para a conservação do meio ambiente e a proteção dos direitos humanos internacionais.
O impacto do PL da Devastação
O PL da Devastação, como é conhecido, tem suscitado amplas críticas por sua potencialidade de facilitar a destruição de ecossistemas. As organizações argumentam que a lei não apenas desestabiliza o Sisnama, mas também compromete a segurança climática global. Elas afirmam que a atuação omissa do Estado brasileiro em proteger os ecossistemas pode configurar uma violação de obrigações internacionais, afetando não apenas a geração atual, mas também as futuras.
Pedido de intervenção da CIDH
Diante do exposto, as entidades solicitaram à CIDH que emita uma recomendação pública ao governo brasileiro para restabelecer os mecanismos de licenciamento ambiental e garantir consultas adequadas aos povos tradicionais. Além disso, pedem um fortalecimento dos órgãos fiscalizadores para prevenir a aprovação de novas legislações prejudiciais ao meio ambiente.
As organizações enfatizam a importância de uma resposta rápida e eficaz da comunidade internacional para evitar que o Brasil continue a trilhar um caminho que pode resultar em danos irreversíveis ao seu rico patrimônio ambiental.
Conclusão
Com a pressão crescente de organizações civis e comunitárias, espera-se que a CIDH leve em consideração as preocupações apresentadas. A mobilização em defesa do meio ambiente é mais crucial do que nunca, especialmente em tempos de incertezas políticas e ambientais. A atuação conjunta entre entidades e a comunidade internacional pode ser vital para assegurar a proteção dos direitos ambientais e humanos no Brasil.
Fonte: www1.folha.uol.com.br








