Logística reversa transforma o Brasil em referência mundial

Sistema de logística reversa no Brasil recicla embalagens de defensivos agrícolas e reduz emissões de carbono.
O Brasil se destaca mundialmente em logística reversa de embalagens de defensivos agrícolas, evitando o descarte inadequado e promovendo a reciclagem. Luiz Brito, agricultor de Guaíra (SP), é um exemplo de como o sistema funciona: ele lava e armazena as embalagens até levá-las a um ponto de coleta. Em 24 anos, o volume de embalagens recicladas cresceu 20 vezes, atingindo 68 mil toneladas em 2024 e projetando 75 mil para 2025.
O impacto ambiental da reciclagem
Desde 2002, mais de 800 mil toneladas de embalagens foram recicladas, evitando a emissão de mais de 1 milhão de toneladas de carbono equivalente, o que equivale ao trabalho de 7,5 milhões de árvores. O sistema é regulado pela Lei Federal 14.85 de 2023 e envolve uma rede de agricultores, postos de coleta e indústrias recicladoras, garantindo que o plástico nunca retorne à natureza.
Como funciona a logística reversa
O agricultor é responsável por realizar a tríplice lavagem das embalagens e armazená-las para a devolução em pontos de coleta. A logística reversa é regulamentada e exige que todos os envolvidos cumpram seus papéis. As embalagens são transportadas para centrais, onde são compactadas e enviadas para reciclagem. O plástico é transformado em resina pós-consumo, utilizada para fabricar novos produtos, incluindo novas embalagens de defensivos.
Desafios e inovações
O sistema enfrenta desafios, como a reciclagem de embalagens flexíveis, mas novas indústrias estão surgindo para lidar com esses materiais. A meta é que, até 2028, apenas 2 a 3% do material seja incinerado. Além disso, a rastreabilidade dos produtos reciclados garante que os consumidores saibam que estão utilizando embalagens sustentáveis. O investimento contínuo em tecnologia e infraestrutura é essencial para a evolução do sistema e a redução do impacto ambiental.








