Enem 2025: estudantes comemoram aplicação no arquipélago do Bailique


Decisão da Justiça Federal facilita acesso ao exame para moradores da região

Enem 2025: estudantes comemoram aplicação no arquipélago do Bailique
Estudantes do Bailique comemoram aplicação do Enem na região. Foto: Ministério da Educação.

Estudantes do Arquipélago do Bailique comemoram aplicação do Enem 2025, facilitando o acesso ao exame.

A Justiça Federal decidiu que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2025 será aplicado no Arquipélago do Bailique, no Amapá. Essa medida visa facilitar o acesso de estudantes da região, que antes enfrentavam uma viagem de mais de 160 km até Macapá, que pode durar até 16 horas, impactando significativamente a vida dos alunos locais.

Desafios enfrentados pelos estudantes

Charlyane Silva, de 17 anos, que está no último ano do ensino médio, recorda que, em 2024, fez o Enem como ‘treineira’. Ela teve que planejar sua viagem, que levou mais de 12 horas de barco. “A viagem foi feita em um barco fretado e ficamos em um alojamento de uma escola em Macapá”, conta Charlyane. Essa situação refletiu os desafios enfrentados por muitos estudantes da região.

Decisão da Justiça Federal

Em setembro, a Justiça Federal determinou a realização do Enem no arquipélago, após uma recomendação do Ministério Público Federal. A decisão, publicada no dia 8, afirma que as provas devem ocorrer nas escolas Cláudio dos Santos Barbosa ou Bosque, com suporte logístico do governo estadual. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) havia alegado que a região não tinha o número mínimo de inscritos, mas a Justiça considerou a necessidade de inclusão.

Importância da aplicação local

A professora Jacirene Ramos, da Escola Bosque do Bailique, enfatiza que a aplicação do Enem no arquipélago é essencial para garantir igualdade de acesso. Apesar de riscos relacionados à segurança dos malotes de prova, o juiz concluiu que os desafios do deslocamento até Macapá representam um risco maior para os estudantes. A decisão busca eliminar a discriminação indireta que a falta de um local de prova causava para os ribeirinhos.
Escola Bosque, no Bailique — Foto: Divulgação/Orleano Marques

Notícia feita com informações do portal: g1.globo.com


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