Empresários brasileiros e japoneses superam tarifas de Trump


Seis empresas enfrentam desafios e adaptam estratégias diante da guerra comercial

Empresários brasileiros e japoneses superam tarifas de Trump
Empresários lidam com as mudanças nas tarifas comerciais. Foto: The New York Times

Seis empresas do Brasil e Japão encontram maneiras de driblar as tarifas impostas pelos EUA.

Empresários enfrentam dificuldades com tarifas de Trump

A guerra comercial entre os Estados Unidos e outros países tem gerado desafios significativos para empresas ao redor do mundo, incluindo seis empresários do Brasil e Japão que estão se adaptando às tarifas de Trump. A incerteza gerada pelas políticas comerciais tem levado esses empresários a repensar suas estratégias de vendas e logística.

Um exemplo é a produtora de café brasileira São Luiz Estate Coffee, que enfrentou uma tarifa de 50% sobre seu produto, resultando em uma queda significativa nos pedidos dos EUA. Ana Cecilia Velloso, proprietária da empresa, estava até considerando cancelar a participação em uma feira de café em San Diego, mas agora, após a revogação das tarifas, ela está cautelosamente otimista, decidindo aguardar a estabilização do mercado antes de realizar novos investimentos.

A adaptação de empresas ao novo cenário comercial

As mudanças nas tarifas não afetam apenas o Brasil. No Japão, Daiki Tanaka, que cultiva matcha, estabeleceu uma subsidiária nos EUA para evitar as tarifas de 15% que agora incidem sobre seus envios. Essa estratégia visa manter a conexão com seus clientes americanos, que representam seu maior mercado. Tanaka afirma que a questão das tarifas tornou tudo mais complicado para as operações do dia a dia.

Além disso, a empresa de calçados Maguire, com sede em Montreal, teve que pausar sua expansão nos EUA devido às incertezas. Myriam Belzile-Maguire, cofundadora da empresa, aumentou os preços dos produtos entre US$ 10 e US$ 30 e está esperando por mais estabilidade no mercado antes de abrir novas lojas.

Impactos diretos nas vendas e na logística

As tarifas de Trump causaram uma série de complicações logísticas e aumento nos custos para muitas pequenas empresas. Por exemplo, a designer sueca August Bard Bringeus, da Asket, viu suas vendas dispararem após comunicar possíveis aumentos de preços devido às novas tarifas, mas agora enfrenta margens de lucro mais estreitas. O impacto das tarifas fez com que suas vendas nos EUA caíssem cerca de 20% em comparação ao ano anterior.

Os empresários relatam frustrações semelhantes. Víctor Feliu, da Feliu Chocolate no México, decidiu pausar os envios para os EUA após complicações com novas regras de documentação. Ele encontrou dificuldades em manter seus negócios devido à imprevisibilidade das tarifas, sugerindo que seus clientes adquiram seus produtos através de um varejista canadense.

O futuro das relações comerciais

Com a administração de Lula no Brasil e a pressão para revisar essas tarifas, espera-se que os empresários continuem a buscar soluções para minimizar os impactos econômicos. As tarifas atuais causaram uma perda estimada de US$ 3 bilhões ao Brasil, afetando a competitividade de diversos setores.

Em resumo, a guerra comercial imposta por Trump continua a moldar as operações comerciais de pequenas empresas no Brasil e no Japão, levando a um cenário de incerteza que exige adaptação constante. Os empresários precisam ser criativos e resilientes para navegar por esse novo ambiente comercial desafiador.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

Fonte: The New York Times


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